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Vice-presidente lembrou os avanços nas conversas entre Lula e Trump, e disse que o presidente pretende focar em produtos agrícolas e na indústria, que ainda são sancionados pelo governo americano.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (3) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve frisar, durante a viagem aos Estados Unidos, a retirada das taxas sobre os produtos brasileiros que ainda estão sob os efeitos do chamado “tarifaço” norte-americano.
Lula anunciou que pretende fazer uma viagem a Washington no próximo mês de março, para conversar presencialmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo Alckmin, o tarifaço está entre as principais pautas da reunião presencial entre os dois chefes de Estado.
“A expectativa [sobre a viagem] é positiva, e muito focada na relação Brasil e Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA agravada pelo tarifaço, reduziu e hoje está em 22%. Já caiu bem o tarifaço, mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, afirmou o vice-presidente à TV Globo.
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Oficialmente, produtos brasileiros têm tarifas de 10%, assim como outros países. Mas, o governo Trump anunciou uma sobretaxa de 40%, o que resultou em 50% de taxação a produtos brasileiros exportados nos EUA.
“Já avançou bastante, nós já tivemos toda a área de carne, avião, suco de laranja, frutas, café… já muita coisa saiu [do tarifaço]. A ideia agora é focar bastante em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%”, prosseguiu Alckmin.
Alckmindurante discurso na COP 30 — Foto: AP Photo/Fernando Llano
Outros temas em debate
O governo brasileiro avalia que o próximo encontro presencial entre os presidentes Lula e Trump deve focar em temas que envolvem interesses bilaterais e a relação com a América Latina.
- o combate ao crime organizado;
- a situação na América Latina.
Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países.