Apesar de parecer incomum, o fenômeno tem explicação científica: trata-se da frutificação natural da batata.
Segundo a agrônoma Fernanda Quintanilha, da Embrapa Clima Temperado, a semelhança com o tomate ocorre porque as duas plantas pertencem à mesma família botânica, a das solanáceas.
Apesar do aspecto, os frutos não devem ser consumidos, pois são tóxicos, alerta a pesquisadora (veja detalhes no vídeo acima).
O valor para a investigação
Se não servem para o consumo humano, esses frutos têm grande valor para a ciência. Dentro de cada um dos “tomatinhos” há centenas de sementes botânicas.
Na Embrapa, elas são usadas em programas de melhoramento genético da batata. A partir dessas sementes, surgem os primeiros clones de novos materiais, que passam por avaliações para identificar características desejáveis para o cultivo.
Após cerca de uma década de pesquisas, um desses materiais pode ser lançado no mercado como uma nova cultivar.

“Tomatinhos” no pé de batata?
Vale a pena plantar estas sementes?
Para o produtor comum, como Alberto, a recomendação é cautela. Embora seja possível gerar uma planta a partir dessas sementes, o resultado é imprevisível devido à grande variação genética.
Em muitos casos, a planta pode nem produzir tubérculos — as batatas consumidas — ou apresentar características bem diferentes do esperado.
Por isso, para a produção, a orientação é manter o uso das tradicionais batatas-semente, e não das sementes presentes nos frutos.