Agibank reduz tamanho de IPO nos EUA em mais de 50% | G1

Agibank reduz tamanho de IPO nos EUA em mais de 50% | G1

A empresa agora planeja vender 20 milhões de ações, em comparação à previsão anterior, de cerca de 43,6 milhões de papéis. O grupo será listado na Bolsa de Valores de Nova York sob o símbolo “AGBK”.

Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup são os coordenadores globais da oferta. Outros bancos também participam da estruturação da oferta, entre eles Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investimentos e Oppenheimer & Co., de acordo com os documentos apresentados ao regulador.

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Pedido protocolado em NY

A expectativa é que a empresa destine os recursos captados na oferta para “propósitos corporativos gerais”, segundo informou em documento enviado à SEC (CVM americana), à época.

A companhia também informou que pode destinar parte do dinheiro para a compra ou investimento em novos negócios, produtos, serviços ou tecnologias. No entanto, destaca que “não tem acordos ou compromissos para aquisições ou investimentos materiais neste momento”.

A origem do Agibank remonta a 1999, quando Marciano Testa, então estudante universitário, fundou a Agiplan com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito no Brasil.

Além de Testa, o Agibank tem como principais acionistas as gestoras brasileiras Vinci Compass e Lumina Capital Management. A Lumina é presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil e ex-integrante do conselho de administração do Nubank, segundo documentos apresentados ao regulador.

No acumulado de 2025 até o fim de setembro, o banco contava com cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, carteira de crédito de R$ 34 bilhões, lucro líquido de R$ 875 milhões e retorno médio sobre o patrimônio líquido de 41%, segundo o balanço do terceiro trimestre divulgado em seu site de relações com investidores.

O número de funcionários era de 5.030, ante 4.700 no fim de 2024, de acordo com os documentos apresentados ao regulador.

O pedido de IPO amplia a lista de empresas brasileiras do setor financeiro que abriram capital nos Estados Unidos, da qual já fazem parte Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo.

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