O acordo entre Mercosul e União Europeia elevou em 30% as exportações brasileiras desde maio, quando entrou em vigor, afirmou nesta terça-feira (13) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Segundo ele, as exportações brasileiras cresceram 10,4% em 2026.
“Só o acordo Mercosul e União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, disse Elias Rosa durante evento no Ministério da Agricultura sobre a abertura de 700 mercados para produtos agropecuários brasileiros desde 2023.

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde maio.
“O comércio bilateral cresceu um pouco mais de 6 bilhões de dólares. Isso, a partir de maio até agora, mostra a perspectiva que existe para o futuro”, declarou.
Elias Rosa também disse que o crescimento do comércio exterior brasileiro não se restringe ao agronegócio. Segundo o ministro, o país registra recordes na corrente de comércio com praticamente todos os destinos, enquanto o comércio exterior como um todo cresceu, em média, 10,5%.
O ministro afirmou que o avanço depende tanto dos investimentos das empresas quanto da atuação do governo na abertura de mercados.
Ele também classificou o cenário internacional como desafiador, diante de barreiras tarifárias e não tarifárias, e disse que o Brasil continuará buscando diálogo e negociação com os Estados Unidos.
Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC
Acordo Mercosul-UE
O acordo entre o Mercosul e a UE estabelece uma zona de livre comércio que prevê a redução e a eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, gerando benefícios imediatos para uma ampla gama de produtos que ficarão isentos de impostos, enquanto outros seguirão um cronograma de redução gradual das tarifas.
➡️ O acordo elimina as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul. A redução será gradual, em prazos que vão variar de quatro a 10 anos, a depender do produto.
Com o acordo, entre os itens que passaram a ter taxa zero, estão frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído — o café em grão já entra na Europa sem taxa.
Outros produtos terão redução de imposto, mas condicionada a cotas de exportação. É o caso de carne bovina, frango e porco, que são considerados produtos “sensíveis” pelos europeus por competirem diretamente com a produção local.
US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
