Zanin suspende eleições indiretas para governador do Rio de Janeiro

Zanin suspende eleições indiretas para governador do Rio de Janeiro


Zanin suspende eleição indireta para governo do RJ
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a realização de eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro.
O ministro manteve o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro, no exercício do cargo de chefe do Executivo até o julgamento do processo na Corte.
O ministro entende que o caso da eleição deve ser discutido em plenário presencial, mas que fica a critério do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Nesta sexta-feira (27), o PSD entrou com uma nova ação no Supremo para que seja suspenso o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que libera eleições indiretas no estado do Rio de Janeiro.
Com a decisão, o julgamento que estava acontecendo no Plenário Virtual é afetado e as ações devem ser discutidas em conjunto no plenário presencial.
O relator é o ministro Cristiano Zanin, que já votou em outra ação para que seja realizada eleição direta no estado.
Zanin durante julgamento dos acusados de mandar matar Marielle Franco
Gustavo Moreno/STF
Ele e outros três ministros se posicionaram nesse sentido durante o julgamento virtual sobre as regras da eleição indireta que vai definir o sucessor de Cláudio Castro (PL), que renunciou ao mandato em meio a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua inelegibilidade.
🔎Nas eleições diretas, os eleitores vão às urnas e votam nos candidatos de sua preferência.
O partido pediu para que seja determinada a imediata realização de eleições diretas no estado, com a expedição de ofício ao Governador.
Zanin entende que as duas ações que tratam das regras para as eleições no Estado do Rio de Janeiro devem ser discutidas em conjunto.
O STF formou maioria nesta sexta para confirmar que a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro deve ser secreta. Neste tipo de votação, os deputados estaduais escolhem o governador e não precisam divulgar em quem votaram.
Votaram nesse sentido seis ministros: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Luiz Edson Fachin. Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin divergiram e votaram pela realização de eleição direta.
Com a decisão de Zanin, esse julgamento será reiniciado e analisado em conjunto com a liminar.

Postagens relacionadas

Edilson Damião toma posse como governador de Roraima após renúncia de Denarium

Antonio Denarium renuncia ao governo de Roraima para concorrer ao Senado

‘Não, eu não sabia’, diz ex-namorada de Vorcaro sobre esquemas do Banco Master