O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não bateu palmas para o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a posse do ministro Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (12).
Alcolumbre não bate palmas para Messias durante posse de Nunes Marques no TSE
Ocorre que, há duas semanas, o Senado recusou o nome do AGU, indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o assento vago no Supremo Tribunal Federal depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso em outubro do ano passado. Foi a primeira vez que a Casa Alta desaprovou um nome indicado pelo executivo desde 1894.
Messias foi citado durante o discurso de Beto Simonetti, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. O advogado cumprimentava alguns dos presentes durante sua fala, e citou o indicado de Lula. “Cumprimento especialmente a advocacia brasileira na pessoa de um querido amigo, que é o advogado-geral da União, Jorge Messias. Receba os cumprimentos da advocacia brasileira”, disse.
Em seguida, houve uma pausa para os aplausos do público. Além de Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o presidente do STF, Edson Fachin, também optaram por não se manifestar. Lula bateu palmas brevemente.
Alcolumbre e Lula sentaram lado a lado durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE e evitaram trocara olhares
Walter Rocha / TV Globo
O “climão” entre Alcolumbre e Lula, que se sentaram lado a lado na mesa durante a sessão, ficou aparente para os presentes. O senador e o presidente evitaram trocar olhares e não conversaram. Nunes Marques se sentou do outro lado de Lula.
Modo “guerra”
Depois da derrota no Senado, Messias afirmou a interlocutores que houve ação direta de ministros do Supremo, citando nominalmente Moraes e Dino, para influenciar o placar final, conforme revelado pela colunista Andréia Sadi. Foram 42 votos contra e 34 a favor, com pleito secreto.
O AGU entendeu que a votação foi resultado de uma articulação, e classificou o movimento como um “golpe”. Afirmou que atuaria para mapear o que considerou uma operação para derrubá-lo.
O Planalto, por sua vez, passou a desenhar uma reação política com forte carga de enfrentamento. Uma ala do governo entrou em modo “guerra” para reagir.
VÍDEO: Alcolumbre decide não bater palmas para Messias em posse de Nunes Marques no STF
VÍDEO: Alcolumbre decide não bater palmas para Messias em posse de Nunes Marques no STF