Vacina da dengue do Butantan: 26 pessoas tiveram reações leve em Montes Claros, diz Prefeitura

Vacina da dengue do Butantan: 26 pessoas tiveram reações leve em Montes Claros, diz Prefeitura


Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue
Em Montes Claros, 26 pessoas, das 680 que receberam a vacina contra a dengue do Instituto Butantan, apresentaram reações consideradas leves. O Ministério da Saúde anunciou, nessa segunda-feira (8), a suspensão do uso do imunizante após o registro de duas mortes suspeitas.
🔎Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas 500 mil doses até o dia 30 de maio. Nesse universo, houve 42 casos de reações adversas severas, com sinais compatíveis com os da dengue grave. Entre eles, duas mortes que estão sob investigação.
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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros, as reações apresentadas foram: manchas na pele e dor muscular. Nenhum caso grave foi registrado.
Vacina contra a dengue teve aplicação suspensa temporariamente
Reprodução/ TV Anhanguera
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina Butantan-DV é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. O Ministério da Saúde reforçou que a medida é temporária e de segurança, que todas as mortes são suspeitas e que há confiança no estudo que levou à comprovação de eficácia e segurança da vacina.
“A imunização de adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina Qdenga (Takeda) segue normalmente nas unidades de saúde, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, informou a secretaria.
De acordo com o Ministério da Saúde, quem recebeu doses nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento e estar atento a reações como febre, dor abdominal, vômitos, entre outros.
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Em nota, o Instituto Butantan disse que vai seguir a orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa, com a suspensão de maneira preventiva para reavaliação da estratégia vacinal.
“Nosso compromisso é com o máximo rigor científico possível e a gente vai trabalhar nesse sentido com a esperança de que nós vamos conseguir dados suficientes, evidências suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e pode ser retomada essa vacinação”, disse o médico infectologista Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.
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