Home Brasil Um dos acusados da morte de Jeff Machado diz estar arrependido de esconder corpo | CNN Brasil

Um dos acusados da morte de Jeff Machado diz estar arrependido de esconder corpo | CNN Brasil

por isabellesaleme
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Durante a terceira audiência do caso Jeff Machado, um dos acusados do homicídio disse se arrepender de ter ajudado a enterrar o ator, morto em janeiro de 2023. Segundo o depoimento de Jeander Vinicius da Silva Braga, ele se limitou a levar o corpo da casa da vítima para o local onde foi encontrado, meses depois do crime, um imóvel em Campo Grande, na zona oeste do Rio.

Ainda de acordo com o depoimento, junto com Bruno de Souza Rodrigues, Jeander colocou o corpo do ator em um baú e o enterrado no quintal da casa. Jeander também acusa o produtor de TV de o ter coagido a contar uma versão combinada aos investigadores.

Durante o interrogatório Jeander negou participação na morte do ator. Ele afirmou que havia sido chamado para gravar um vídeo de conteúdo adulto com Jeff e que, ao sair do banheiro, se deparou com o corpo do ator caído no chão, amarrado e com um fio passado no pescoço. Disse ainda, que, ao perguntar a Bruno o que tinha acontecido, ele falou, apenas, que era para seguir algumas instruções, caso contrário, iria acusar Jeander do homicídio.

Já Bruno, manteve o silêncio durante a Audiência de Instrução e Julgamento. Os dois acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver estão presos desde junho de 2023.

Além de Jeander e Bruno, durante a audiência, foram ouvidas cinco testemunhas. A primeira delas foi uma vizinha do imóvel onde o corpo de Jeff foi encontrado. Emanuelle Maciel Pinto disse que nunca viu o ator no endereço mas confirmou que Bruno esteve lá algumas vezes e que ele teria dito que moraria no local após uma reforma que estava em curso.

Amigo há mais de 10 anos do acusado Bruno de Souza e morador do imóvel onde o corpo foi encontrado, Bruno Armstrong Brum disse que o produtor de TV informou que queria alugar a casa para um amigo chamado Jefferson. A proprietária do imóvel, Rosane Sousa da Silva, também foi ouvida.

André Rosa, policial civil da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), foi a quarta testemunha. No depoimento, o policial confirmou que três telefones apareceram nos arredores da casa onde o corpo de Jefferson foi encontrado: de Jerffeson, Bruno e Jeander.

A quinta e última testemunha do dia, arrolada pela defesa de Jeander, Rodrigo Peterson Caio Borges, apenas confirmou que o acusado tinha comentado com ele que estava cavando uma cisterna, mas que só soube depois, pela imprensa, que era na casa onde Jefferson foi enterrado.

Depois dessa audiência, o Ministério Público e as defesas vão apresentar as alegações finais. Em seguida, a juíza determina se os réus vão à júri popular ou não.

Relembre o caso

Conforme a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), Bruno misturou uma substância entorpecente na bebida do ator, antes de subirem ao segundo andar da casa dele, no bairro de Campo Grande, em 23 de janeiro do ano passado. No local, eles começaram uma relação sexual, que terminou com Jeff sendo estrangulado até a morte.

Jeander, que estava com os dois, teria distraído o ator para que Bruno pudesse atacá-lo. Após a morte, ainda conforme o MP, os réus colocaram o corpo do ator em um baú e o enterraram em um terreno na parte da frente de uma kitnet alugada por Bruno. O corpo do ator só foi encontrado em maio, quatro meses após a morte.

Segundo o Ministério Público, em 2019 Bruno teria recebido R$ 18 mil de Jeff para conseguir uma vaga para o ator em uma emissora de televisão. Entretanto, o dinheiro não foi devolvido e tampouco houve a contratação de Jeff.

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