Toffoli diz a Fachin que não vê impedimento para continuar na relatoria do caso Master

Toffoli diz a Fachin que não vê impedimento para continuar na relatoria do caso Master


Toffoli diz a Fachin que não vê impedimento para continuar na relatoria do caso Master
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou nesta quinta-feira (12) ao presidente da Corte, Edson Fachin, a resposta sobre citações ao seu nome em conversas extraídas do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Segundo interlocutores, Toffoli afirmou, na resposta oficial a Fachin, que não vê impedimento nem suspeição que demande sua saída da relatoria do caso Master.
O material da investigação com citações ao nome de Toffoli foi entregue nesta quarta-feira (11) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, a Edson Fachin. A PF não pediu a suspeição do ministro.
Edson Fachin convocou nesta quinta-feira (12) uma reunião com ministros do Supremo para tratar do relatório da Polícia Federal.
No mesmo encontro, Fachin vai abordar a resposta de Toffoli sobre o material entregue pela PF.
A permanência de Toffoli na relatoria do caso Master tem sido criticada após a divulgação de indícios de ligação do ministro com partes envolvidas no processo.
O elo de Toffoli com investigados do caso Master seria a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli integra o quadro societário.
Segundo Toffoli, a Maridt Participações é uma empresa familiar dirigida pelos irmãos do magistrado.
Resort no Paraná
A Maridt fez negócios com um fundo gerido pela empresa Reag, ligada ao Banco Master. A relação entre a Maridt e a Reag tem como ponto chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
A empresa da família Toffoli era uma das donas do empreendimento até fevereiro do ano passado.
🔎João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, está entre os investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.
Já se sabia que os irmãos de Toffoli eram diretores da empresa. Nesta quinta, Toffoli admitiu também ser sócio, mas disse que seu nome não aparecia nos registros públicos por causa da natureza da instituição, uma sociedade anônima de capital fechado. O ministro não é sócio-administrador da Maridt.
Toffoli, relator do caso Master no Supremo
NurPhoto/Getty Images via BBC

Postagens relacionadas

Eleições 2026: analistas preveem campanhas ainda mais voltadas para viralizar nas redes; entenda efeitos

Lula sanciona reajuste para servidores da Câmara, Senado e TCU, e veta valores acima do teto constitucional

Ministros querem tirar STF do foco, mas veem Corte arrastada para crise e temem contaminação de julgamentos