Sem Eduardo e Zambelli, PL monta estratégia para buscar novos puxadores de voto em 2026

Sem Eduardo e Zambelli, PL monta estratégia para buscar novos puxadores de voto em 2026


Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, do PL, estiveram entre os deputados mais votados na última eleição, em 2022. Ambos perderam seus mandatos no ano passado.
Eduardo está nos Estados Unidos e é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Se for condenado, fica inelegível. Zambelli já está inelegível, foi condenada a 10 anos de prisão e está presa na Itália, para onde fugiu.
Diante disso, o PL perdeu dois de seus principais puxadores de voto para a eleição da Câmara neste ano. O partido busca novas estratégias para tentar repetir o desempenho de 2022, quando elegeu a maior bancada da Casa, com 99 deputados. Entre as apostas estão vereadores, deputados federais e uma deputada estadual.
🔍 Puxador de voto é aquele nome popular que, sozinho, consegue atingir a meta de votos mais de uma vez. Por isso, além de se eleger, a votação expressiva dele ajuda os candidatos bem posicionados na lista partidária a conseguirem vagas na Câmara.
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Zambelli, a mais votada do PL em São Paulo, está presa na Itália desde julho do ano passado após ser condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está inelegível por oito anos. Ela renunciou ao mandato após o Supremo Tribunal Federal (STF) cassar seu cargo. Na última eleição, recebeu 946.244 votos e foi a terceira deputada mais votada do país.
Já Eduardo Bolsonaro, quarto mais votado em São Paulo em 2022, com 741.701 votos, está nos Estados Unidos e teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara. Ele afirma que a mudança para o exterior ocorreu para evitar uma suposta perseguição política e jurídica no Brasil. Eduardo é réu no STF sob acusação de tentar coagir autoridades em relação ao julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e pode se tornar inelegível.
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Novos puxadores de voto
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, vê o Sudeste como região-chave para a eleição de deputados federais e cita São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro como estados estratégicos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2024, São Paulo e Minas Gerais são o primeiro e o segundo maiores colégios eleitorais do país, com 34.403.609 e 16.469.155 eleitores, respectivamente.
Entre as apostas de Valdemar na região estão os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Ambos confirmaram à reportagem que pretendem disputar a reeleição.
“Considero que cada candidato do partido terá sua importância diante da missão que lhe foi designada. Permaneço firme no compromisso de ajudar o partido a construir uma bancada forte e alinhada com os valores que defendemos”, disse o deputado mineiro.
Nikolas obteve 1.492.047 votos em 2022, em sua primeira campanha à Câmara, e é considerado uma das principais apostas eleitorais do PL no país.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), durante sessão no plenário da Câmara
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Além deles, Valdemar também aposta no vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL), que recebeu 161.386 votos nas eleições municipais de 2024. O vereador não confirma candidatura à Câmara, mas admite que a possibilidade existe.
“É uma possibilidade, sim. Estou aqui para servir ao partido e entendo que minha eleição em nível municipal contribui para isso, junto com meu posicionamento na mídia. Avaliam que tenho boas chances de repetir esse desempenho”, afirmou.
Outro nome citado é o do vereador de Manaus Sargento Salazar (PL). A lista de apostas do presidente do partido inclui ainda a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC).
Outros deputados federais também são apontados por Valdemar como potenciais puxadores de voto: André Fernandes (PL-CE), Detinha (PL-MA), Éder Mauro (PL-PA), Cabo Gilberto (PL-PB), André Ferreira (PL-PE), Altineu Côrtes (PL-RJ) e Zucco (PL-RS).
Lucas Pavanato, do PL, foi o candidato a vereador mais votado da cidade de São Paulo.
Divulgação

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