A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa. A expressão é associada a discursos misóginos e a grupos que pregam ódio contra mulheres.
Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”.
“O processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill, e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. Ainda assim, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e das lojas físicas”, disse a empresa.
Detalhe da camiseta usada por Simonin quando se entregou à polícia — Foto: Reprodução
Entenda o caso
Simonin é um dos quatro homens acusados de participarem de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um adolescente também participou das agressões. O caso aconteceu na noite de 31 de janeiro.
Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.
Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento, onde foi levada para um quarto. Lá, ela ficou mais de uma hora submetida a agressões físicas e sexuais dos acusados.
Depois do caso em Copacabana, o Fantástico revelou que outra jovem também denunciou Simonin à polícia, por um abuso que sofreu quando tinha 17 anos. O caso aconteceu durante uma festa. Os dois estavam se beijando quando, segundo o relato da vítima, Simonin tentou forçá-la a praticar sexo oral.
Expressão ligada a grupos machistas
O influenciador, com milhões de seguidores nas redes sociais, é citado por um personagem da série “Adolescência” ao comentar sobre o movimento incel – sigla em inglês que significa “celibatários involuntários”, referente a pessoas que se dizem incapazes de conseguir ter um relacionamento sexual, apesar do desejo.