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Reino Unido abre investigação sobre megafusão de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Discovery | G1

por Gilberto Cruz
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A análise será conduzida pela Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês), responsável por avaliar se a operação pode prejudicar a concorrência no setor de mídia e entretenimento.

  • 🔎 Caso seja aprovada, a fusão reunirá algumas das maiores marcas da indústria audiovisual mundial. O novo grupo passaria a controlar estúdios responsáveis por franquias como Harry Potter, Missão Impossível e o clássico Casablanca, além de ativos como CNN, CBS, HBO e dezenas de canais de televisão.

A CMA estabeleceu o dia 7 de agosto como prazo para concluir a primeira fase da investigação. Nessa etapa, o órgão decidirá se a transação gera preocupações concorrenciais. Caso entenda que os riscos são relevantes, poderá abrir uma análise aprofundada que pode durar vários meses.

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Segundo a autoridade britânica, as indústrias de cinema e televisão movimentam bilhões de libras na economia do país, tornando necessária uma avaliação cuidadosa dos impactos da operação.

Pressão de sindicatos e grupos da indústria

A abertura da investigação era esperada, mas ocorre em meio à pressão de sindicatos, associações da indústria cinematográfica e grupos de interesse público para que o Reino Unido adote uma postura rigorosa na análise da fusão.

Se a aquisição for aprovada, a família Ellison passará a controlar um dos maiores impérios de mídia do mundo.

David Ellison é filho do bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle e uma das pessoas mais ricas do mundo.

Negócio também enfrenta resistência nos Estados Unidos

As autoridades estaduais avaliam possíveis impactos concorrenciais da fusão e podem argumentar que a união reduziria a competição no setor de entretenimento e mídia.

A Paramount rejeita as críticas. Em declarações à Reuters, a empresa afirmou que a operação aumentaria a concorrência e que impedir o negócio daria uma vantagem indevida a concorrentes já consolidados, como a Netflix.

Além das preocupações regulatórias, a transação também enfrenta resistência de atores, roteiristas e outros profissionais de Hollywood, que temem cortes de empregos após a integração das empresas.

União Europeia também avalia a fusão

A União Europeia é outra frente importante para a aprovação do acordo. A decisão preliminar do bloco está prevista para 7 de julho.

De acordo com a Bloomberg, a Paramount já sinalizou disposição para vender alguns ativos voltados ao público infantil caso seja necessário para obter o aval dos reguladores europeus.

A empresa também apresentou propostas para encerrar investigações antitruste conduzidas por estados americanos.

Em nota, um porta-voz da Paramount afirmou que a abertura da investigação pela autoridade britânica era esperada e que a companhia continuará trabalhando de forma construtiva com os reguladores.

Veja os números da junção entre Warner e Paramount — Foto: Arte/g1

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