Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor e alvo de operação da PF por fraudes bancárias | G1

Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor e alvo de operação da PF por fraudes bancárias | G1

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de mandado na cidade de São Paulo.

À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças.

Formação acadêmica

Rafael Góis, CEO da Fictor — Foto: Reprodução/Linkedin

Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações.

O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios.

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Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, posição a partir da qual conduziu a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país.

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

Envolvimento com o Banco Master

Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo desde então.

A empresa afirma que, após a decisão do BC, surgiram “especulações” no mercado que teriam reduzido de forma significativa a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos no curto prazo.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Recuperação judicial

As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. Segundo a Fictor, as demais subsidiárias não serão afetadas.

A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios.

O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo de recuperação judicial.

‘Operação Fallax’

Além de Rafael Góis, também está entre os alvos o ex-sócio Luiz Rubini. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, além de 21 prisões preventivas e 43 mandados em três estados (SP, RJ e BA). Até o início da manhã, ao menos 13 pessoas haviam sido presas.

Segundo a PF, a organização criminosa cooptava funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos em sistemas bancários, viabilizando saques e transferências ilegais. Os valores eram posteriormente ocultados por meio de empresas de fachada, bens de luxo e criptoativos.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas e empresas.

Rafael Góis, CEO da Fictor — Foto: Reprodução/Linkedin

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