PSD enfrenta início de rebelião após ala bolsonarista defender Zema como vice de Caiado
A defesa feita por integrantes da ala mais bolsonarista do PSD para que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ocupe a vaga de vice em uma eventual chapa presidencial de Ronaldo Caiado (União Brasil) provocou um início de rebelião dentro do partido.
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O movimento gerou incômodo entre dirigentes do PSD. Procurado, o líder do PSD na Câmara, Antônio Brito, confirmou o desconforto provocado pela articulação, mas minimizou a crise. Segundo ele, a situação “já está debelada”.
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Nos bastidores, um texto passou a circular entre integrantes do partido criticando a possibilidade de o PSD abrir mão da vaga de vice na chapa presidencial para um nome sem ligação histórica com a legenda. A mensagem ressalta que o partido foi fundado “para abrigar os melhores quadros da vida pública brasileira” e afirma considerar “inaceitável” que “ao menos o vice não tenha vinculação com as raízes do PSD”.
O documento também cobra que a vaga seja ocupada por quadros históricos da legenda e cita nomes como Roberto Brant, Eduardo Sciarra e Alda Marcoantonio como alternativas ligadas ao partido.
“Esperamos que prevaleça o bom senso no encaminhamento dessas importantes decisões para que continuemos vivendo dentro do partido em plena harmonia”, diz um trecho do texto.
Zema e Caiado, Fórum Brasil Cidades
Solis Propaganda/Divulgação
Veja a íntegra da manifestação:
“Há quinze anos, fundamos o nosso PSD para que o partido tivesse um padrão de excelência e abrigasse os melhores quadros da vida pública brasileira.
Felizmente, com o trabalho de muitos, temos conseguido atingir esses objetivos.
Nas eleições deste ano, temos compreendido a posição do nosso presidente Kassab de proporcionar ao partido uma candidatura própria à Presidência da República, de modo a dar identidade ao PSD, respeitando-se as posições locais.
Mas, com a transparência necessária em um debate de tamanha relevância, queremos registrar que consideramos inaceitável que, ao menos, o candidato a vice-presidente não tenha vinculação com as raízes do PSD, considerando que o candidato à Presidência acaba de chegar ao partido e que nem sua esposa, candidata ao Senado por Goiás, é filiada ao PSD.
Se o vice for de Minas Gerais, que seja alguém como Roberto Brant, fundador do PSD.
Se tiver que ser do Sul, que seja Eduardo Sciarra, fundador do PSD e ex-líder de nossa bancada na Câmara dos Deputados.
Se tiver que ser uma mulher, que seja Alda Marcoantonio, presidente do PSD Mulher.
Esperamos que prevaleça o bom senso no encaminhamento dessas importantes decisões para que continuemos vivendo, dentro do partido, em plena harmonia — uma de nossas principais características.”
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