Um produtor rural do Espírito Santo caiu em um golpe após comprar sementes de frutas e verduras pela internet. Em vez das espécies anunciadas, o agricultor Aldaécio Bermagini viu nascer apenas capim, em São Mateus, no Norte do estado.
Aldaécio Bergamini cultiva café, pimenta e mantém uma horta com variedades exóticas. Apaixonado por plantas diferentes, o agricultor costuma testar novas espécies na propriedade.
Entre os cultivos, ele já plantou berinjela branca, quiabo rosa, abacaxi sem espinho e até uma variedade de mandioca que pode ser consumida crua.
Produtor compra sementes pela internet, cai em golpe e recebe capim no Espírito Santo — Foto: Reprodução/ TV Gazeta
Dessa vez, no entanto, a novidade veio acompanhada de frustração. A cunhada dele, Lucineia Souza Pinheiros, encontrou na internet anúncios de sementes exóticas, como tomate negro, tomate gigante e melancia roxa, e decidiu comprar para presentear o produtor.
“Eu vi a semente diferente e comprei para ele plantar lá na roça. Mas, quando chegou, já achei suspeito”, contou Lucineia.
Segundo a família, as embalagens pareciam confiáveis, com manual de plantio e até QR Code com orientações. Apesar disso, após o plantio, nenhuma das espécies prometidas se desenvolveu. No lugar, cresceram apenas mato e capim.
“Não tem tomate, não tem nada. Tem frustração”, disse o produtor.
Após perceber o golpe, Aldaécio gravou um vídeo nas redes sociais para alertar outras pessoas. A publicação repercutiu e, segundo ele, vários usuários relataram ter passado pela mesma situação.
De acordo com a legislação brasileira, sementes comercializadas precisam seguir regras do Ministério da Agricultura, como identificação do produtor, CNPJ, nota fiscal e certificado de conformidade que comprove a qualidade do produto.
Produtor compra sementes pela internet, cai em golpe e recebe capim no Espírito Santo — Foto: Reprodução/ TV Gazeta
Itens vendidos fora desses padrões são considerados ilegais.
Depois do prejuízo, a família afirma que não pretende mais comprar sementes pela internet. “Na internet, não mais. Não recomendo“, disse Lucineia.
