Pressão política para soltar Vorcaro expõe STF, gera constrangimento, e Mendonça articula maioria para manter prisão

Pressão política para soltar Vorcaro expõe STF, gera constrangimento, e Mendonça articula maioria para manter prisão


Mendonça articulou maioria de votos no STF para manter prisão de Vorcaro
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, vai além da análise jurídica do caso e carrega recados importantes no campo político.
Segundo apuração do blog, houve uma intensa articulação nos bastidores para tentar reverter a prisão de Vorcaro. Lideranças do Centrão procuraram ministros da Corte para defender que o banqueiro fosse transferido para a prisão domiciliar, sob o argumento de que uma eventual delação premiada poderia atingir atores políticos relevantes.
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Nas palavras de um ministro ouvido pelo blog, a tentativa de acordo gerou constrangimento e seria um escárnio para o Supremo soltar o banqueiro diante do volume de evidências apresentadas na investigação.
A revelação das tratativas para emplacar um acordo reforçou o clima de tensão nos bastidores e colocou o STF no centro de mais uma disputa entre política e Judiciário.
Do ponto de vista interno, a atuação de André Mendonça foi decisiva. Fontes afirmam que o ministro fez uma costura cuidadosa para assegurar a maioria, especialmente para convencer Nunes Marques a acompanhar o voto do relator. Mendonça já contava com o apoio de Luiz Fux, mas precisava consolidar o terceiro voto para formar maioria e evitar uma derrota que poderia enfraquecê-lo dentro do tribunal.
Ministro do STF André Mendonça
Rosinei Coutinho/STF
Caso ficasse vencido, Mendonça sairia fragilizado politicamente na Corte. Além disso, uma eventual reversão da prisão poderia jogar a crise no colo do senador Flávio Bolsonaro, apontado como um dos principais fiadores da indicação de Nunes Marques ao STF.
No seu voto, Mendonça afirmou que o banqueiro integra uma “perigosa organização criminosa armada”. Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Ainda falta o voto de Gilmar Mendes.

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