Presidente do BRB fala sobre projeto de socorro ao banco | G1

Presidente do BRB fala sobre projeto de socorro ao banco | G1

Em entrevista exclusiva à TV Globo nesta quarta-feira (4), o presidente da instituição Nelson Antônio de Souza disse que, agora, a melhor opção é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender as cotas dos imóveis para investidores qualificados.

“Não geraria uma PNT ou uma prestação nem iria mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal do governo do Distrito Federal. Assim, esses imóveis seriam teriam rentabilidade para aqueles investidores que estariam conosco”, afirmou.

🔎 O FII foi criado pela Lei Federal 8.668/93 e é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). São carteiras compostas por imóveis selecionados e administrados por uma instituição financeira, previamente autorizada pela Comissão a operar. Os lucros dos FIIs devem ser distribuídos periodicamente aos cotistas.

Segundo Nelson de Souza, o BRB é responsável, atualmente, por 64% dos financiamentos imobiliários do DF e injeta R$ 215 milhões na economia local.

Plano de recuperação

“Nós vimos que faltou um pouco, faltou um pouco de governança e alguns fluxo no processo não foi observado e aquela tentativa talvez de salvar uma liquidez de outro banco ou do próprio capital levou a fragilidades”, diz Nelson de Souza.

Ainda segundo estimativas do próprio banco, uma eventual liquidação do BRB causaria um impacto de R$ 20 a R$ 25 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que faz o ressarcimento dos credores.

🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade.

Nelson de Souza nega a possibilidade de liquidação ou federalização do banco. “O BRB sairá bem mais forte e será capitalizado mais forte que ele era antes”, afirmou o presidente da instituição.

Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança — Foto: Reprodução/TV Globo

Quais são os imóveis?

O g1 teve acesso aos imóveis e valores especificados pela Terracap:

  1. SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões;
  2. SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões;
  3. SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões;
  4. SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões;
  5. SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões;
  6. SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão;
  7. Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões;
  8. “Gleba A” de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão: R$ 2,2 bilhões;
  9. Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões.

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