Preços do petróleo atingem maior nível em quase três semanas com impasse nas negociações entre EUA e Irã | G1

Preços do petróleo atingem maior nível em quase três semanas com impasse nas negociações entre EUA e Irã | G1

O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha alta de 2,21% por volta das 11h40, a US$ 107,66, depois de atingir US$ 108,47 mais cedo, maior nível desde 7 de abril, quando bateu US$ 109,27. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 1,93% no mesmo horário, para US$ 96,22.

🔍 O tipo Brent é a principal classificação de petróleo cru para os mercados europeu e asiático. É a referência utilizada pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis no mercado interno. Extraído principalmente no Mar do Norte, classificado como “leve” e “doce” devido à sua baixa densidade e baixo teor de enxofre, o que facilita o refino em gasolina e diesel.

Na semana passada, Brent e WTI acumularam altas de quase 17% e 13%, respectivamente — os maiores ganhos semanais desde o início da guerra.

Segundo fontes do Paquistão, mediador das negociações entre os dois países, as tentativas de aproximação entre EUA e Irã continuam, apesar do fracasso das conversas presenciais. O presidente Donald Trump cancelou uma viagem de seus enviados e disse que o Irã pode telefonar quando quiser negociar.

“O impasse diplomático significa que, todos os dias, entre 10 milhões e 13 milhões de barris deixam de chegar ao mercado internacional, agravando um cenário já apertado. Assim, os preços do petróleo só tendem a subir”, afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates.

Teerã fechou em grande parte o Estreito de Ormuz, enquanto Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos. O tráfego pela rota segue reduzido: apenas um navio-tanque de derivados entrou no Golfo no domingo, segundo dados da Kpler.

O Goldman Sachs elevou suas previsões para o quarto trimestre: US$ 90 por barril para o Brent e US$ 83 para o WTI, citando a redução da produção no Oriente Médio.

“Os riscos econômicos são maiores do que nosso cenário-base indica, devido à tendência de alta nos preços do petróleo, aos preços elevados de derivados, ao risco de escassez e à escala sem precedentes desse choque”, disseram analistas do banco, liderados por Daan Struyven, em relatório divulgado no domingo (26).

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