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Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho.
“O efeito da alta dos juros [atualmente em 15% ao ano] foi parcialmente compensado pelo aumento da renda em geral. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias”, diz.
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A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) — que terá o resultado oficial de 2025 divulgado em março — superou as projeções do mercado. No início do ano, a previsão era de uma alta na casa dos 2,04%. Agora, espera-se um crescimento em torno de 2,3%.
Alta nas capitais
O FipeZAP acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet.
Entre as capitais, os maiores avanços no ano foram observados em Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).
As menores altas foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades tiveram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada para o período.
Veja a variação das capitais na arte abaixo.
Avanço nos preços dos imóveis residenciais em 2025, segundo o FipeZAP. — Foto: Arte/g1
Preço de venda
O preço médio de venda de imóveis residenciais, calculado para as 56 cidades, foi de R$ 9.611/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil.
Os imóveis de um dormitório registraram preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Eles foram negociados a R$ 11.669/m², contra R$ 8.622/m².
A cidade mais cara da lista é Balneário Camboriú (SC), onde o metro quadrado do imóvel custa, em média, R$ 14.906. No caso de uma residência de 50 metros, por exemplo, o valor no município é de R$ 745,3 mil.
Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Vitória (ES) lidera: R$ 14.108/m². Em seguida, estão Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²).
A cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 4.353, em média. Com isso, um imóvel de 50m² custaria em torno de R$ 217,6 mil.
Veja o preço médio de venda nas capitais (m²), em dados de dezembro.
- Vitória: R$ 14.108
- Florianópolis: R$ 12.773
- São Paulo: R$ 11.900
- Curitiba: R$ 11.686
- Rio de Janeiro: R$ 10.830
- Belo Horizonte: R$ 10.642
- Maceió: R$ 9.836
- Brasília: R$ 9.754
- Fortaleza: R$ 8.963
- São Luís: R$ 8.617
- Recife: R$ 8.446
- Belém: R$ 8.341
- Goiânia: R$ 8.139
- Salvador: R$ 7.972
- João Pessoa: R$ 7.970
- Porto Alegre: R$ 7.505
- Manaus: R$ 7.189
- Cuiabá: R$ 6.801
- Campo Grande: R$ 6.330
- Natal: R$ 6.146
- Teresina: R$ 5.789
- Aracaju: R$ 5.282
Preço médio entre as 56 cidades monitoradas: R$ 9.611