O valor exato deve constar no próprio documento, que ainda não foi divulgado. Esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio.
⏳Se aprovado pelo Banco Central, o plano deverá ser executado pelo BRB em até seis meses.
⌛Medidas que afetem o caixa do governo do DF, acionista majoritário do BRB, devem exigir ainda o aval político da Câmara Legislativa do DF – onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem ampla maioria.
O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.
➡️️A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master.
➡️Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor.
➡️E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB.
Todas essas “inconsistências” fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil.
Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões — Foto: Arte/TV Globo
Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para “socorrer” a instituição.
Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário.
PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O que deve constar no plano?
No fim de janeiro, o BRB soltou um comunicado em que listou alternativas possíveis para reforçar o próprio patrimônio.
Segundo o BRB, foram estudadas como opções viáveis:
- a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal;
- a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
- aporte direto dos controladores.
O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ou seja: se houver “aporte direto”, o governo distrital deve ser acionado para compor esse repasse.
O governador Ibaneis Rocha já sinalizou, em entrevistas, que está disposto a entregar patrimônio público do DF para essas operações – por exemplo, constituindo um fundo imobiliário.
Investigação do Banco Master
➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores.
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