Pela manhã, o Brent — referência internacional — chegou a subir 0,98%, a US$ 83,07 por barril, diante do receio de interrupções no fornecimento. Com o avanço do dia, porém, o movimento perdeu força: por volta das 11h, a cotação recuava 0,22%, a US$ 81,22.
No mesmo horário, o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, caía 1,02%, com o barril sendo negociado a US$ 73,78.
A virada ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera, de que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros na região, se necessário. A sinalização reduziu parte das preocupações sobre o transporte da commodity.
Seu fechamento ameaça interromper um quinto do fluxo global do produto e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.
Produção de petróleo e gás
Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP
O fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã elevou o risco para o abastecimento global de petróleo e acendeu o alerta nos mercados.
A passagem, localizada entre Omã e o Irã, é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e é considerada vital para a economia global.
Com a escalada do conflito no Oriente Médio, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, o que provocou forte alta nos preços da energia.
No domingo, dia seguinte ao conflito, o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.
Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado. O Catar suspendeu a produção após ataques a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.