Casa Economia Petrobras terá seu sexto presidente em três anos após a demissão de Jean Paul Prates

Petrobras terá seu sexto presidente em três anos após a demissão de Jean Paul Prates

por Editor
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Prates foi demitido pessoalmente por Lula (PT). O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estava presente. A avaliação do governo é que a situação de Prates ficou insustentável.

Segundo fontes, Lula já havia decidido pela demissão de Prates após uma sequência de desentendimentos com o governo. O agora ex-presidente da petroleira não se entendia com Silveira há muito tempo.

A dança das cadeiras da Petrobras começou no governo de Jair Bolsonaro (PL), em uma tentativa de combate à subida dos preços dos combustíveis.

Agora, tem como pano de fundo a gestão financeira da empresa, que deixou de pagar dividendos extraordinários em sua última apresentação de resultados, e gerou uma cisão entre a diretoria e o governo.

O ex-presidente Bolsonaro demitiu o economista Roberto Castello Branco em fevereiro de 2021. De lá para cá, foram outros quatro nomes oficiais, além de dois interinos e um indicado que nunca assumiu.

Relembre abaixo a cronologia dos presidentes da estatal.

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Histórico de demissões

Cerimônia de posse de Roberto Castello Branco como presidente da Petrobras, no Edifício Sede da companhia, no Rio de Janeiro — Foto: Leo Correa/AP

Castello Branco foi nomeado para cargo em janeiro de 2019, para dar continuidade à condução da empresa nos moldes instalados pela presidência de Pedro Parente, no governo de Michel Temer (MDB).

Com Parente, teve início a política de paridade de importação (PPI), em que o receituário oficial de preços dos combustíveis era orientado pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pela cotação do dólar.

Com o dólar ainda em patamares elevados após o estouro da pandemia de Covid-19 e o valor crescente das commodities conforme a economia foi reabrindo, houve uma injeção de alta no preço dos combustíveis no Brasil, pressionando a inflação.

Castello Branco acabou demitido em fevereiro por Bolsonaro, que alegou estar insatisfeito com os reajustes nos preços de combustíveis durante a gestão do economista.

Joaquim Silva e Luna discursa em sua cerimônia de posse como presidente da Petrobras — Foto: Paulo Belote/Agência Petrobras

José Mauro Ferreira Coelho discursa como novo presidente da Petrobras — Foto: André Ribeiro / Agência Petrobras

Após a saída de Silva e Luna, o governo chegou a indicar os nomes do economista Adriano Pires e do empresário Rodolfo Landim para assumir o comando da estatal e a presidência do Conselho de Administração, respectivamente. No entanto, ambos informaram que não poderiam assumir os postos.

Terceiro executivo a comandar a estatal no governo Jair Bolsonaro, José Mauro Coelho pouco teve tempo de mostrar serviço. Ficou no cargo por 68 dias — o segundo menor período de gestão da empresa desde o fim da ditadura militar.

Durante sua gestão, Bolsonaro chegou a pedir — aos gritos, durante uma transmissão ao vivo por redes sociais — para que a Petrobras não voltasse a aumentar o preço dos combustíveis no Brasil. O ex-presidente afirmou que os lucros registrados pela empresa eram “um estupro”, beneficiavam estrangeiros e que a população brasileira é quem pagava a conta.

Sem uma reversão do PPI, Coelho foi pressionado a se demitir.

Caio Paes de Andrade, chega ao Ministério da Economia para participar de uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

4️⃣ CAIO PAES DE ANDRADE: Para o lugar de Coelho, foi indicado um auxiliar do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Paes de Andrade ocupava o cargo de secretário de Desburocratização.

Após a derrota eleitoral de Bolsonaro, Andrade foi convidado ainda em dezembro pelo governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, para integrar a gestão estadual como secretário de Gestão e Governo Digital.

O então diretor-executivo de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen, foi nomeado presidente interino.

Jean Paul Prates, do PT, foi indicado pelo governo Lula para presidir a Petrobras — Foto: Adriano Machado/Reuters

5️⃣ JEAN PAUL PRATES: Então senador da República, Prates já era apontado como o principal cotado para o comando da Petrobras desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o terceiro mandato.

Desde a campanha, Lula falava em “abrasileirar” o preço dos combustíveis. O que, de modo geral, significa criar mecanismos para reduzir o impacto dessas oscilações internacionais do petróleo nas bombas dos postos. Na prática, a Petrobras passou a “segurar” nos preços dos combustíveis em meio às flutuações.

A diretoria da estatal, sob a batuta de Prates, vinha trabalhando para reter apenas 50% dos dividendos extraordinários. O entendimento, inclusive, vinha sendo passado ao mercado financeiro. A decisão de reter 100% e distribuir apenas os dividendos ordinários foi tomada sob influência dos conselheiros indicados pelo Ministério de Minas e Energia e pela Casa Civil.

Um mês depois, as especulações sobre uma saída voltaram a ganhar força depois de uma entrevista do ministro de Minas e Energia repetiu críticas ao presidente da Petrobras. Segundo assessores de Prates contaram ao blog do Valdo Cruz, o ministro teria quebrado um acordo ao voltar a criticá-lo, já que os dois tinham acertado com Lula que cessariam o fogo amigo.

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