No Mato Grosso do Sul, Manoel Piveta é um dos pioneiros na criação da ave no Brasil e possui o único frigorífico com autorização para abate de avestruz no país.
Os produtos feitos por ele são vendidos em 19 estados brasileiros, mas ainda é um mercado restrito e pouco conhecido pela população.
O custo de produção é considerado elevado: R$ 2.800 por animal, desde a fase do ovo até o abate. Contudo, existe lucro: o retorno com as vendas é de R$ 7 mil por ave.
Veja a seguir quais produtos o avestruz pode se transformar:
➡️Carne: na comparação com outras carnes, a do avestruz é considerada menos gordurosa, mais macia e possui fibras mais curtas. Ela também é rica em ferro, por isso é vermelha. O quilo do produto é comercializado por R$ 60.
Os cortes são semelhantes aos da carne bovina, tendo o filé e a alcatra, por exemplo. As melhores partes são localizadas na coxa, que dá origem a cerca de 16 peças.
A empresa de Piveta vende aproximadamente 80 toneladas por ano para grandes redes de supermercado e restaurantes.
➡️Couro: é considerado um dos itens mais valorizados da ave e chega a custar até 12 vezes mais do que o couro de boi. Uma peça pode ser vendida por até R$ 1.800.
Os folículos de onde saem as plumas são a parte mais desejada. O couro é considerado macio e tem alta durabilidade.
➡️Ovo: a unidade tem o tamanho equivalente a 25 ovos de galinha e custa até R$ 150. O mercado, no entanto, é pouco explorado. Por isso, Piveta costuma usar o produto para presentear amigos.
➡️Plumas: são vendidas para a fabricação de espanadores.
➡️Miúdos e cartilagem: essa parte da ave é usada na indústria pet.
➡️Ossos: os avaliados como leves e resistentes são usados na fabricação de cabos de facas especiais.
➡️Óleo: existe ainda o produto cosmético, rico em ômega 3, 5, 7 e 9. O item foi desenvolvido pela esposa de Piveta, Cintia Lorenzi, que é farmacêutica. Segundo ela, é o único óleo com esse tipo de concentração do elemento.
Criação de avestruzes no Brasil voltar a ganhar espaço no campo