Ouro supera US$ 5.100 e atinge o maior valor da história | G1

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O ouro à vista avançava 2,2%, para US$ 5.089,78 por onça, após ter atingido mais cedo o pico histórico de US$ 5.110,50. Já os contratos futuros do metal nos Estados Unidos, com vencimento em fevereiro, registravam alta semelhante, para US$ 5.086,30 por onça.

O metal acumula valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979. O movimento é impulsionado pela busca por ativos considerados seguros, pela política monetária mais flexível nos Estados Unidos, pelas compras consistentes dos bancos centrais — com destaque para o décimo quarto mês seguido de aquisições pela China em dezembro — e pelos aportes recordes em fundos negociados em bolsa.

Na semana passada, os preços atingiram máximas consecutivas e já acumulam alta superior a 18% neste ano.

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Segundo Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, o principal fator recente por trás da disparada é “uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos, provocada por decisões erráticas do governo Trump na semana passada”.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou das ameaças de impor tarifas a aliados europeus como forma de pressioná-los a apoiar a tomada da Groenlândia.

No fim de semana, Trump afirmou que aplicaria uma tarifa de 100% sobre o Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China.

Ele também ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, em uma tentativa de pressionar o presidente da França, Emmanuel Macron, a aderir à sua proposta do Conselho da Paz.

Analistas temem que a iniciativa enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) como principal fórum global de mediação de conflitos, embora Trump tenha afirmado que trabalhará em conjunto com a entidade.

“Esse governo provocou uma mudança permanente na forma como as coisas funcionam e, por isso, todos estão correndo para o ouro como única alternativa”, acrescentou Rodda.

Especialistas projetam que o preço do ouro pode se aproximar de US$ 6.000 ainda este ano, diante do agravamento das tensões globais e da forte demanda de bancos centrais e investidores individuais.

A prata à vista subia 4,8%, para US$ 107,903, após atingir o recorde de US$ 109,44. A platina avançava 3,4%, para US$ 2.861,91 por onça, depois de alcançar US$ 2.891,6 no início da sessão.

Já o paládio se valorizava 2,5%, para US$ 2.060,70, após atingir o maior nível em mais de três anos.

Na sexta-feira (23), a prata ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado. O movimento foi impulsionado por compras de investidores individuais e por operações de curto prazo, em um cenário de escassez prolongada no mercado físico do metal.

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