Os sustos da maternidade

A partir do momento que uma mulher gera outro ser, a vida dela passa a ser repleta de sustos. Começa no teste de gravidez: até mesmo aquela que está extremamente preparada para ter um filho e inclusive deseja isso, quando vê os dois risquinhos no teste, vê o coração pular pela boca. 
 
Daí por diante, está aberta a temporada de sustos. E haja coração, porque eles nunca vão parar. Aí vem a parte de descobrir o sexo, depois, aqueles ultrassons que revelam se está ou não tudo bem com o bebê (e os médicos insistem em fazer caras e bocas e sons como “hmm” ao analisar as imagens, quase matando a gente de ansiedade), depois qualquer dorzinha diferente na barriga e já corremos no hospital, o momento do parto então… susto é muito pouco para definir. Eles nascem, e o coração está o tempo todo acelerado. Eles engasgam, suamos frio. Eles dão uma febrezinha e “ah meu Deus o que é isso?”.
 
Então, vamos nos acostumando a ter mini-infartos todos os dias. Mas há um tipo de susto em especial que merece ser destacado: é aquela surpresa que temos às vezes quando, sem motivo algum, olhamos para eles e mesmo inconscientemente pensamos “Caramba, eu já sou mãe. Que tamanhão essa criança está, por quantas nós já passamos juntos!”. 
 
E por quantas coisas ainda vamos passar… o tempo está aí, não vai parar. Os sustos, vira e mexe, vão continuar. Espero que em menos frequência, apesar de no fundo já ter a consciência da necessidade de estar preparada para o contrário.

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