O negócio foi fechado por cerca de 26,9 milhões de euros (aproximadamente R$ 166,2 milhões). Os recursos foram recebidos pela companhia em 17 de fevereiro de 2026.
Segundo a Natura, a operação encerra a estratégia de simplificação corporativa e reforça o foco no crescimento dos negócios na América Latina.
Na ocasião, a Natura afirmou que a iniciativa também visava simplificar a estrutura do grupo e concentrar esforços na integração das marcas Natura e Avon na América Latina.
Mesmo após a operação, a companhia manteve o fornecimento de produtos à Avon Card e o licenciamento da marca na região, com conclusão prevista para outubro de 2025.
A empresa informou ainda que segue avaliando alternativas estratégicas para os ativos da chamada Avon Internacional, que reúne operações fora da América Latina.
Da expansão global ao recuo
A estratégia buscava ampliar escala, diversificar mercados e consolidar a companhia entre as líderes mundiais do setor.
Com a criação da holding Natura&Co, o grupo passou a reunir quatro marcas presentes em mais de 100 países e com faturamento anual superior a US$ 10 bilhões.
Apesar do crescimento, a expansão trouxe desafios relevantes. As aquisições foram feitas em um período de ativos valorizados, elevando o endividamento da empresa, enquanto a integração de culturas, modelos de negócio e operações em diferentes regiões se mostrou complexa.
A pandemia de Covid-19 agravou o cenário, afetando o consumo de cosméticos, pressionando receitas e dificultando a geração de sinergias entre as marcas.
Diante desse quadro, a Natura iniciou um processo de simplificação e redução de riscos. Em 2023, vendeu a Aesop por US$ 2,5 bilhões e, no mesmo ano, a The Body Shop por um valor bem inferior ao pago na aquisição. Restava a operação internacional da Avon, considerada deficitária e onerosa.
Em 2025, a companhia anunciou a venda da Avon International por valor simbólico, encerrando o projeto de se tornar uma gigante global da beleza.
Segundo analistas, a decisão representou uma mudança estratégica: a empresa optou por concentrar esforços na América Latina, onde suas marcas têm maior participação de mercado e vantagem competitiva.
A saída das operações internacionais permitiu reduzir custos, diminuir a queima de caixa e oferecer uma trajetória mais previsível aos investidores, marcando o fim do ciclo de expansão global e o início de uma fase focada em rentabilidade e simplificação operacional.
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