Mulher trans que teve 80% do corpo queimado após ataque em Curvelo morre no hospital

Mulher trans que teve 80% do corpo queimado após ataque em Curvelo morre no hospital


Mulher estava internada no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte
Reprodução/TV Globo
Morreu a mulher trans que ficou com 80% do corpo queimado após ter a casa onde dormia com o namorado invadida e incendiada em Curvelo, na região Central.
O crime ocorreu na madrugada do dia 7 de março e a vítima faleceu no início da noite deste domingo (3) no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde estava internada. A informação da morte foi confirmada por familiares ao g1, na manhã desta segunda-feira (4). Não há informações sobre horário de velório e enterro.
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Entenda o caso
Mulher trans tem 80% do corpo queimado em Curvelo
A mulher trans, de 36 anos, ficou com 80% do corpo queimado após a casa onde dormia com o namorado ser invadida e incendiada em Curvelo.
No dia dos fatos, o tenente Rodrigo Fonseca, da Polícia Militar, informou que o autor pulou o muro da residência e ateou fogo na cozinha. O casal ouviu o barulho e saiu para verificar, encontrando o cômodo em chamas.
“Ao tentarem sair pela porta da cozinha, a vítima do sexo feminino escorregou, veio a cair ao solo e sujou suas vestes com álcool. Dessa forma, o corpo dela veio a pegar fogo. Ela foi ao banheiro para tentar apagar as chamas com a água do chuveiro, porém o autor jogou mais produto inflamável pela janela do banheiro, vindo a atingir ela novamente.”
Ainda de acordo com o tenente, a mulher conseguiu sair pela porta da casa e pulou na piscina para tentar apagar as chamas.
Três dias após o crime, o suspeito, de 25 anos, foi localizado e preso em uma ação da Polícia Civil.
Segundo a PCMG, ele teria agido “motivado por ciúmes e sentimento de posse após o término de um relacionamento com o atual companheiro da vítima, invadiu a residência e ateou fogo em uma mulher trans, de 36 anos, utilizando substância inflamável. A ação é caracterizada como meio cruel, com potencial de causar intenso sofrimento físico”.
A apuração também identificou que o suspeito já havia realizado ameaças anteriores, indicando uma escalada de violência que culminou no crime.
Em nota, a Polícia Civil informou, na manhã desta segunda-feira (4), que o suspeito foi indiciado inicialmente por tentativa de homicídio qualificado, sendo o caso tratado, à época, como duplo homicídio tentado, em razão das circunstâncias do crime.
“Com a confirmação do óbito da vítima, a tipificação passa a ser de homicídio consumado. Ressalta-se que, conforme os elementos apurados até o momento, não se trata de feminicídio, uma vez que a motivação do crime não está relacionada à condição de gênero da vítima, mas sim a um conflito interpessoal envolvendo terceiros”, disse a PCMG.
Ainda segundo a PCMG, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, responsável pelo oferecimento da denúncia e pela definição final das imputações penais. O investigado permanece preso preventivamente.
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