Moraes nega aval para atividades de Almir Garnier e Mário Fernandes na Marinha e no Exército

Moraes nega aval para atividades de Almir Garnier e Mário Fernandes na Marinha e no Exército


Moraes nega plano de trabalho com atividades administrativas para Almir Garnier na Marinha
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta sexta-feira (23) propostas de trabalho para o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e para o general do Exército Mário Fernandes nas instituições militares.
⛓️‍💥Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o almirante a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em novembro, o militar da reserva começou a cumprir a pena na Estação de Rádio da Marinha no Distrito Federal.
🪖Já Mário Fernandes foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão em dezembro de 2025. Ele está preso provisoriamente no Comando Militar do Planalto em Brasília.
Nas últimas semanas, Garnier e Fernandes solicitaram ao STF autorização para trabalhar, como forma de reduzir as pena às quais foram condenados.
No caso de Garnier, o Comando de Operações Navais em Brasília elaborou um plano de trabalho para o militar da reserva, que previa as seguintes atividades:
avaliação dos sistemas de apoio à decisão que compõem o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, estudo de tecnologias emergentes e aplicabilidade ao sistema;
emprego de sistemas de simulação para o desenvolvimento de ferramenta analítica para dimensionar as capacidades de defesa do Brasil;
análise de processos e documentos técnicos relacionados à Avaliação Operacional das Fragatas Classe Tamandaré;
análise crítica da viabilidade técnica do emprego operacional do Sistema de Previsão do Ambiente Acústico para o Planejamento das Operações Navais;
análise das técnicas de Avaliação Operacional empregadas pela Marinha na avaliação de sensores e armas, e sua adequação aos equipamentos de última geração;
análise das técnicas de Avaliação Operacional empregadas pela Marinha e sua adequação à avaliação de veículos não tripulados, terrestres, submarinos, de superfície e aéreos.
Ao julgar o plano de trabalho, o ministro Alexandre de Moraes classificou a participação de Garnier nessas atividades como “desarrazoável” e “inadequada”.
“Juridicamente impossível, desarrazoável e inadequada a participação do réu em atividades diretamente relacionadas com o aperfeiçoamento das Forças Armadas, as quais desempenham papel essencial na defesa da Constituição, da soberania nacional e da estabilidade do Estado Democrático de Direito”, afirmou Moraes.
O ministro do STF declarou que as condutas de Almir Garnier na trama golpista foram “absolutamente incompatíveis” com o estado de direito e com a democracia.
Em razão disso, para Moraes, é inadequada a participação do ex-comandante da Marinha em atividades relacionadas ao aperfeiçoamento das Forças Armadas, que desempenham “papel essencial na defesa da Constituição, da soberania e da estabilidade” democrática.
Ao pedir autorização para o trabalho interno de Garnier, a defesa do militar da reserva solicitou autorização para o aceite de “oportunidade de trabalho compatível com suas condições pessoais e profissionais, preferencialmente na área administrativa” na unidade militar em que está preso.
Também pediu o acesso do militar da Marinha a obras literárias e à matrícula em cursos de nível superior ou profissionalizante”.
Ao rejeitar o plano de trabalho proposto pela Marinha, Moraes determinou que o Comando de Operações Navais em Brasília indique novas possibilidades de trabalho para Garnier, principalmente, na área administrativa.
General Mário Fernandes
Mario Fernandes é general da reserva
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os mesmos argumentos foram utilizados pelo ministro do STF para rejeitar a proposta de atividades para o general Mário Fernandes, “kid preto” acusado de elaborar um plano que previa o assassinato de autoridades, como Lula, Alckmin e o próprio Moraes.
As atividades previstas para Mário Fernandes foram:
análise de obras literárias de “cunho histórico-profissional”;
pesquisas de cunho técnico-profissional.
Ao rejeitar o plano para o general, Moraes também determinou que o Comando Militar do Planalto indique novas possibilidades de trabalho para Fernandes, principalmente, na área administrativa.
Exames de saúde
Almirante Almir Garnier é interrogado no STF
Ton Molina/STF
Na mesma decisão, Moraes autorizou o deslocamento de Almir Garnier para realização de exames no Hospital Naval de Brasília, com escolta a ser realizada pelo Comando de Operações Navais em Brasília.
O ministro determinou que, após os exames, a Marinha apresente, em até 24 horas, o comprovante dos exames realizados.

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