Lula anuncia que governo não cobrará impostos sobre diesel e que taxará exportação de petróleo

Lula anuncia que governo não cobrará impostos sobre diesel e que taxará exportação de petróleo


Cotação do petróleo volta a bater US$ 100 apesar de anúncio de liberação de reservas
Diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, governo anunciou a redução de impostos sobre o diesel.
Também foi anunciado o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo,
“Os produtores que estão auferindo lucros extraordinários, vão contribuir com imposto de exportação extraordinário, e consumidores não serão afetados”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele não especificou qual o tamanho da alíquota.
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
Um dos decretos assinados pelo presidente zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização.
“Essa coletiva é uma reparação para o que acontece no Brasil e no mundo, muito causado pela irresponsabilidade das guerras no mundo, o preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%”, disse Lula em conversa com jornalistas.
“Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível”, prosseguiu.
🔎Segundo o Planalto, a medida elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível, o que representa uma redução de R$ 0,32 do PIS e Cofins, e R$ 0,32 da subvenção. Dessa forma, a redução tem impacto de R$ 0,64 por litro.
De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o PIS, Pasep e a Cofins representam, que, juntos, cerca de 10,5% no valor do diesel comercializado.
O governo avaliava alternativas para reduzir os impactos da volatilidade sobre o combustível, considerado estratégico para o transporte de cargas e para a inflação.
A preocupação no Planalto era de evitar repasses bruscos ao consumidor e ao setor produtivo, que podem pressionar os custos logísticos e afetar os preços de alimentos e outros produtos.
Os ministros Rui Costa, da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; Fernando Haddad, da Fazenda; e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, estiveram presentes na coletiva.
LEIA TAMBÉM
Novo líder supremo do Irã ameaça EUA e anuncia ataque a bases americanas no Oriente Médio
Israel ameaça ‘tomar territórios’ no Líbano e diz para Exército preparar expansão de operação contra Hezbollah
Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026.
REUTERS/Stringer
O movimento do governo ocorre em meio às tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia.
Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar o valor dos combustíveis no Brasil.
Diante desse cenário, o governo Lula discute medidas para reduzir os efeitos dessas oscilações no Brasil. Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniram com o presidente por pelo menos três dias seguidos para tratar do tema.
– Esta reportagem está em atualização

Postagens relacionadas

Itamaraty diz que reunião de assessor de Trump com Bolsonaro pode configurar ‘indevida ingerência’ em assuntos internos do Brasil

Caso Master: Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, movimentou quase R$ 100 milhões em sete meses

Defesa de Marcola pede à Justiça direito dado a Vorcaro; presos do PCC acionam STF por visitas de advogados sem monitoramento