Casa Todas Noticias Lucro dos bancos bate recorde e soma R$ 144 bilhões em 2023, aponta Banco Central

Lucro dos bancos bate recorde e soma R$ 144 bilhões em 2023, aponta Banco Central

por Editor
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O lucro líquido dos bancos subiu para R$ 144,2 bilhões em 2023, e bateu novo recorde histórico, informou nesta quinta-feira (6) o Banco Central. Em 2022, o lucro das instituições financeiras foi de R$ 139 bilhões.

(ATUALIZAÇÃO: Em um primeiro momento, o Banco Central divulgou que os bancos registraram lucro de R$ 145 bilhões no ano passado. Posteriormente, a instituição detalhou o dado, informando que o lucro foi de R$ 144,2 bilhões. A informação foi corrigida nesta reportagem às 12h02 desta quinta-feira).

A taxa Selic começou a cair somente em agosto de 2023, terminando o último ano em 11,75% ao ano, nível ainda alto na comparação internacional.

“Ao longo de 2023, o retorno do crédito aumentou, influenciado pelo peso das safras recentes nas receitas de crédito contratadas a taxas mais altas. O custo de captação também se elevou no período, mas apresentou redução no quarto trimestre em decorrência da queda da taxa Selic a partir de agosto”, informou o BC.

LUCRO LÍQUIDO DOS BANCOS

em R$ bilhões

Fonte: BANCO CENTRAL

Em seus documentos, o BC informa que um patamar mais alto de inflação prejudica, principalmente, a população de baixa renda.

Segundo o Banco Central, a elevação da margem bruta de lucro das instituições financeiras “tende a continuar à medida que os efeitos da queda da taxa Selic permaneçam reduzindo o custo de captação de forma mais rápida que o retorno do crédito”.

Racha no Copom

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A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em maio, registrou divisão na diretoria do Banco Central sobre o ritmo de corte da taxa de juros – o que gerou nervosismo no mercado financeiro.

À ocasião, o Copom decidiu reduzir o ritmo de corte da taxa Selic – que caiu 0,25 ponto percentual, de 10,75% para 10,50% ao ano.

  • Quatro diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votaram por um corte maior nos juros, de 0,5 ponto percentual, para 10,25% ao ano, mas foram voto vencido.
  • Quatro diretores mais antigos e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, formando uma maioria, optaram por uma redução menor na taxa Selic.
  • O “racha” no Copom teve efeito negativo no mercado financeiro no dia seguinte. A bolsa de valores caiu, enquanto o dólar e os juros futuros avançaram.
  • O temor do mercado é que a diretoria do BC indicada pelo presidente Lula – com maioria no Copom a partir de 2026 –, possa ser mais leniente com a inflação, em busca de um ritmo maior de crescimento da economia.

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