O ministro André Mendonça, relator do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), vai prorrogá-lo por entender que ele ainda está “na fase inicial”.
O prazo para sua conclusão dado pelo ex-relator Dias Toffoli terminava nesta semana, mas o inquérito vai continuar por pelo menos 60 dias.
Na avaliação do ministro André Mendonça e da Polícia Federal, o inquérito precisa ser prorrogado diante da enorme quantidade de material ainda a ser analisado, o que deve gerar novas diligências que serão solicitadas pela PF.
A maior parte dos telefones celulares apreendidos, por exemplo, ainda não foi periciada e a expectativa é que sejam reveladas novidades que vão levar a um aprofundamento das investigações.
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Nova relatoria
A decisão do ministro André Mendonça mostra como o comando do inquérito mudou depois que ele assumiu a relatoria do caso, trabalhando em conjunto com a PF para apurar as irregularidades cometidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Por sinal, o inquérito pode ganhar um novo ritmo se Vorcaro decidir realmente fechar um acordo de delação premiada com a PF ou Ministério Público Federal. Derrotado no STF, o banqueiro ficará preso.
Ele acabou decidindo trocar de advogado e pode partir para uma delação. Não terá vida fácil nas negociações para fechar um acordo. Haverá pressão para que ele poupe alguns amigos e aliados. Mas se mentir ou omitir alguma informação, pode não ter sucesso.
Segundo investigadores, será a delação mais complicada de ser fechada, diante do potencial de seu alcance, atingindo os três poderes. Não bastará contar os esquema de fraude e compra de apoio, terá principalmente de provar.
Inquérito do Master vai ser prorrogado por estar ainda na ‘fase inicial’
Inquérito do Master vai ser prorrogado por estar ainda na ‘fase inicial’