Imposto de importação de eletrônicos: governo revoga alta de taxas | G1

Imposto de importação de eletrônicos: governo revoga alta de taxas | G1

💰 Pela decisão anunciada nesta sexta-feira (27), as tarifas foram zeradas para 105 produtos. Além disso, manteve a alíquota de outros 15 produtos de informática nos patamares anteriores.

A decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), retomou alíquota original para smartphones. (vejas as tarifas restabelecidas)

🌍 A elevação na tarifa para comprar desses itens no exterior seria de até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Na prática, isso elevaria os preços de compra dos produtos no Brasil.

Governo recuou parcialmente em aumento no imposto de importação – medida atingirá bens de capital e máquinas e equipamentos, mas não produtos de tecnologia da informação. — Foto: Bruno Leão/Sedecti

A maioria dos 105 produtos que voltam a ter a tarifa zerada são bens de capital e itens das áreas de informática e telecomunicações.

💻 Os outros 15 produtos permanecem com alíquota de importação, porém em níveis reduzidos,  entre eles notebook.

📈 A elevação na tarifa de alguns desses itens poderia subir de zero para até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Em outros casos, como smartphones, a taxação subiria de 16% para 20%.

A decisão retomou as tarifas anteriores para produtos como:

  • notebooks – 16%
  • smartphones – 16%
  • gabinetes com fonte de alimentação – 10,80%
  • placas-mãe – 10,80%
  • indicadores ou apontadores (mouse e track-ball, por exemplo) – 10,80%
  • mesas digitalizadoras – 10,80%
  • unidades de memória de estado sólido (SSD) – 10,80%

O que dizia o governo e importadores

Ao justificar o aumento realizado no início deste mês, agora revertido, o governo informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%.

Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em “níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão”.

Representantes de importadores, por sua vez, viam impacto na competitividade e na inflação brasileira. Diziam que a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global.

Em nota técnica, o Ministério da Fazenda dizia que o efeito do aumento de tarifas no IPCA deveria “ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva”.

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