Haddad diz que Brasil agiu ‘de forma impecável’ após tarifaço e que decisão da Justiça americana favorece países afetados

Haddad diz que Brasil agiu ‘de forma impecável’ após tarifaço e que decisão da Justiça americana favorece países afetados


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil agiu “de forma impecável” durante aumento de tarifas sobre importações dos Estados Unidos, conhecido como “tarifaço”.
Haddad também destacou os benefícios da decisão da Suprema Corte dos EUA que entendeu pela ilegalidade da medida tomada pelo governo do presidente Donald Trump.
O ministro usou as redes sociais para exaltar a diplomacia brasileira em meio ao tarifaço e reforçar o discurso sobre os benefícios da decisão (leia mais abaixo).
“O Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, acreditou na disputa pelos canais competentes. Na contestação pelos canais competentes. Tanto na OMC [Organização Mundial do Comércio] quanto no judiciário americano”, disse.
“Estabeleceu uma relação diplomática, uma conversa direta para falar de temas relevantes. Então, o Brasil, do ponto de vista da sua relação bilateral, ele agiu de uma forma impecável. Essa é a verdade. Dito isso, o efeito imediato, evidentemente, é favorável aos países que foram sancionados”, prosseguiu.
Haddad está na Índia acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agenda no país. Após ter ciência da decisão da Suprema Corte, o ministro se posicionou.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Manifestação nas redes socias
Após a sua fala, Haddad fez uma publicação em suas redes sociais no mesmo sentido de sua declaração pública.
“O Brasil, em todos os momentos se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na OMC quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes. O Brasil, do ponto de vista de sua relação bilateral, agiu de forma impecável. Dito isso, o efeito imediato é evidentemente favorável aos países”, escreveu.
Em maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou em Los Angeles, nos EUA, uma política nacional de data centers que prevê a desoneração de investimentos no setor
Getty Images
Tarifas sobre produtos brasileiros
Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, o presidente americano Donald Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%.
A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto.
Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula.
Vale destacar que as tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei do Comércio dos EUA.

Postagens relacionadas

André Mendonça devolve à CPMI do INSS acesso a dados sigilosos de Daniel Vorcaro

Lula diz que vai discutir com Trump minerais críticos e terras raras e que não aceitará imposições

Diretor de Compliance do Master diz à PF que assinava documentos ‘sem ler’