A cerimônia, realizada no aeródromo da Embraer, reuniu o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e outras autoridades para marcar a apresentação do primeiro caça supersônico produzido no Brasil. A aeronave, desenvolvida pela sueca Saab, conta com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários.
Também participaram do evento a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o ministro da Defesa, José Múcio; o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de executivos das empresas envolvidas, como Micael Johansson, CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer.
Durante a programação, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, apresentou o protótipo do chamado “carro voador”, que ainda depende de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a operar.
Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto dos eVTOL (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) já recebeu mais de 2,9 mil pedidos de reserva em 13 países, com potencial de US$ 14,5 bilhões em receita.
O banco já aprovou R$ 1,2 bilhão para apoiar a empresa em diferentes fases do desenvolvimento do eVTOL, desde 2023. A expectativa é produzir até 480 aeronaves por ano.
Embraer faz voo de demonstração de ‘carro voador’ em evento de apresentação do Grippen em Gavião Peixoto (SP) — Foto: Amanda Rocha/g1
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Operação prevista para 2027
Os eVTOLs são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027.
O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo.
Protótipo de carro voador voa por cerca de 1 minuto, em teste no interior de São Paulo — Foto: Reprodução/Eve Air Mobility
A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.
A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período.
A empresa também estima que a operação e venda dos eVTOLs podem gerar receita de US$ 280 bilhões (mais de R$ 1,5 trilhão) até 2045.
As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico — Foto: Daniel Ivanaskas/Arte g1