Edilson Damião (União) toma posse como governador de Roraima
Yasmin Guedes/Ale-RR
O novo governador de Roraima, Edilson Damião (União), destacou a fé, a origem humilde e a importância da união entre os poderes durante o discurso de posse, realizado nesta sexta-feira (27). Ele assumiu o cargo após a renúncia de Antonio Denarium (PP), que deixou o governo para disputar o Senado nas eleições de 2026.
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Na fala, Damião relembrou a própria trajetória e enfatizou o simbolismo de chegar ao comando do estado.
“Quem entre nós acreditaria que um jovem de origem humilde, filho de um pedreiro, pudesse um dia chegar ao mais alto cargo do Estado?”, disse.
O governador afirmou que a posse representa mais do que um ato formal e classificou o momento como resultado de fé, esforço coletivo e oportunidade. Segundo ele, nenhuma conquista é individual.
Damião também destacou que assumir o governo exige responsabilidade e compromisso direto com a população. Ele citou o número de habitantes do estado ao reforçar o peso da função.
“Toda realização só ganha verdadeiro valor quando é compartilhada e construída com muitas mãos […] Somos responsáveis pela vida de mais de 700 mil pessoas, que olham para nós com esperança e acreditam na capacidade de transformar realidades”, afirmou.
“Governar é compreender que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário se completam. Quando há união entre esses poderes, quem ganha é a sociedade”, afirmou Edilson Damião.
O governador também sinalizou continuidade administrativa ao elogiar a gestão do antecessor, Antonio Denarium. Damião reforçou que pretende conduzir o governo com escuta ativa e foco no interesse coletivo.
“Assumir o governo não é apenas ocupar o cargo, é atender a um chamado. Vou ouvir antes de falar e agir sempre pensando no bem coletivo”, declarou.
Ao final, convocou a população e os agentes públicos à participação conjunta e destacou o compromisso com mudanças.
“A mudança não virá se esperarmos por outra pessoa ou outro momento. Nós somos aqueles por quem estávamos esperando. A mudança começa agora, com coragem, com a disposição de fazer diferente, de fazer melhor e de fazer juntos”, concluiu.
Edilson Damião toma posse como governador de Roraima após renúncia de Denarium
A parceria entre Damião e o ex-governador começou no fim de 2018. Ele aceitou convite de Denarium, então interventor federal e governador eleito, para assumir a Secretaria Estadual de Infraestrutura.
Em 2022, pelo Republicanos, disputou a primeira eleição e foi eleito vice-governador em primeiro turno, com 56,47% dos votos válidos. Também foi nomeado mais uma vez como secretário de Infraestrutura do estado. Ele deixou o cargo em fevereiro de 2026 para assumir o governo.
No dia 17 de março, Damião deixou o Republicanos e se filiou ao União Brasil. Também assumiu a presidência do partido em Roraima.
Processo de cassação
Pedido de vista no TSE suspende julgamento sobre cassação de governador de Roraima pela 3ª
Edilson Damião responde, junto com Antonio Denarium, a um processo de cassação de mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O julgamento começou em 13 de agosto de 2024, mas foi suspenso no mesmo dia por decisão dos ministros. O processo foi retomado um ano depois, em 26 de agosto de 2025, e suspenso novamente após pedido de vista — mais tempo para análise — do ministro André Mendonça.
Antes da segunda suspensão, a relatora Isabel Gallotti negou os recursos apresentados pelos políticos e votou pela cassação dos mandatos por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas.
O processo foi retomado no dia 11 de novembro. No dia, André Mendonça acompanhou o voto pela cassação. O julgamento, porém, foi suspenso pela terceira vez após pedido de vista do ministro Nunes Marques.
Edilson Damião e Antonio Denarium.
Caíque Rodrigues/g1 RR/Arquivo
Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral, o pedido de vista pode durar até 60 dias. Nesse prazo, Nunes Marques tinha até 11 de janeiro de 2026 para analisar o processo e devolvê-lo ao plenário da Corte.
Cabe à presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, pautar o julgamento. Até esta sexta-feira (27), o caso não havia sido incluído na pauta.
LEIA TAMBÉM:
1ª cassação
2ª cassação
3ª cassação (esta é a que iniciou o julgamento e foi suspensa no TSE)
4ª cassação
➡️ No processo em julgamento, Denarium e Damião são acusados de distribuir bens e serviços durante o ano eleitoral, repassar quase R$ 70 milhões em recursos para municípios do estado sem a observância de critérios legais e extrapolar gastos com publicidade.
A renúncia de Denarium não encerra o processo no TSE. Com isso, Damião é mantido como alvo do julgamento e, caso a Corte confirme a cassação, pode perder o mandato.
Denarium, mesmo fora do cargo, pode ficar inelegível por oito anos, pena aplicada ainda durante julgamento no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).
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