Dólar sobe e fecha a R$ 5,06 após sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa cai | G1

Dólar sobe e fecha a R$ 5,06 após sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa cai | G1

▶️ A perspectiva de que as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã avançam trouxeram alívio para os preços do petróleo nesta quarta e impulsionaram a valorização da moeda americana. Mais cedo, uma porta-voz da Casa Branca afirmou que as tratativas “estão progredindo bem”, enquanto Teerã reforçou que ainda existem questões não resolvidas.

  • 🔎 A notícia, de qualquer forma, foi bem recebida pelo mercado. Perto das 17h15, o barril do Brent (referência internacional) tinha queda de 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 4,76% no mesmo horário, cotado a US$ 89,42.

▶️ No Brasil, as atenções ficaram voltadas para o cenário político — principalmente após a aprovação do texto-base da PEC que debate o fim da escala 6×1 no país, no final da tarde, na Câmara dos Deputados. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário antes de ser encaminhado para o Senado. A expectativa é que a PEC seja votada ainda nesta quarta-feira.

  • 🔎 O parecer propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, além de estabelecer um período de transição de até 14 meses. (veja detalhes da proposta)

▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com o IPCA-15, prévia da inflação oficial do país. O índice subiu 0,62% em maio, acima da expectativa do mercado, de 0,57%. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,64%, também acima da projeção de 4,59%.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,65%;
  • Acumulado do mês: +2,20%;
  • Acumulado do ano: -7,80%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,26%;
  • Acumulado do mês: -6,17%;
  • Acumulado do ano: +9,08%.

Alívio nas tensões entre EUA e Irã

Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira, após o governo do Irã afirmar que considera improvável uma retomada do conflito com os EUA, apesar dos ataques recentes realizados por Washington.

Ao mesmo tempo, a porta-voz da Casa Branca Olivia Wales, afirmou hoje mais cedo que as negociações o Irã “estão progredindo bem”, acrescentando que o presidente Donald Trump “deixou suas linhas vermelhas claras”.

Trump, por sua vez, afirmou que o Irã está decidido a fechar um tratado com os EUA, mas reiterou que o acordo ainda não foi alcançado.

A avaliação do mercado é de que a redução do risco de uma escalada militar no Oriente Médio ajuda a aliviar parte das preocupações com o abastecimento global de energia.

  • 🔎 Perto das 17h15, o barril do Brent (referência internacional) tinha queda de 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 4,76% no mesmo horário, cotado a US$ 89,42.

“A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta”, afirmou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica.

Nas últimas semanas, EUA e Irã vêm alternando ameaças e negociações diplomáticas, enquanto tentam avançar em um acordo mediado pelo Paquistão. Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao risco de novos impactos sobre a produção e o transporte de petróleo na região.

O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques americanos e israelenses contra o Irã, e acabou ampliando as tensões em diferentes partes da região, o que aumentou a volatilidade no mercado internacional de energia.

Prévia da inflação

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,62% em maio e acumulou alta de 4,64% em 12 meses, segundo o IBGE. O resultado veio acima das expectativas do mercado e manteve a inflação acima do teto da meta do governo.

Os maiores impactos vieram dos grupos alimentação, habitação e saúde. Alimentação e bebidas avançou 1,38%, puxada principalmente pelos alimentos consumidos em casa.

Batata, tomate, leite longa vida e carnes registraram as maiores altas, enquanto maçã e café moído ficaram mais baratos.

Economistas avaliam que a alta dos alimentos continua espalhada por vários produtos e pode seguir pressionando os preços nos próximos meses. Entre os fatores que explicam esse cenário estão problemas climáticos, o aumento das exportações de carne para a China e os efeitos do El Niño.

  • 💡 No grupo habitação, a energia elétrica residencial subiu 2,16%, pressionada pela volta da bandeira tarifária amarela e por reajustes em capitais como Fortaleza, Salvador e Recife.
  • 💊 Já saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, impulsionado principalmente pelo reajuste dos medicamentos e pela alta dos produtos de higiene pessoal.
  • ⛽ Por outro lado, os combustíveis ajudaram a aliviar a inflação em maio. Após subirem 6,06% em abril, passaram a cair 1,47%, com recuos no etanol, diesel e gasolina.

Mercados globais

Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street avançaram na sessão.

O Dow Jones avançou 0,36% e teve um novo recorde de fechamento, enquanto o S&P 500 subiu 0,02% e o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, teve ganhos de 0,07%.

Na Europa, a maioria das bolsas fecharam em alta, com ganhos nos setores automotivo e químico compensando preocupações persistentes sobre o conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,03%, aos 628,18 pontos.

Entre os principais índices da região, o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,13%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,43% e o Ibex 35, da Espanha, teve alta de 0,49%. O DAX, da Alemanha, foi na contramão e caiu 0,03% na sessão.

Já na Ásia, as bolsas fecharam em queda na maior parte dos mercados. Em Xangai, o índice SSEC caiu 1,25%, aos 4.093 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,80%, aos 4.908 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,06%, aos 25.328 pontos. No Japão, o Nikkei encerrou o pregão praticamente estável, aos 64.999 pontos.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

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