Dólar opera em baixa com atenção a dados americanos e política brasileira | G1

Dólar opera em baixa com atenção a dados americanos e política brasileira | G1

▶️ O Ibovespa chegou pela primeira vez aos 190 mil pontos, puxado pela alta de Petrobras e Vale, que subiram mais de 3%, e pelo fluxo de capital estrangeiro, reflexo de movimentos globais que favorecem mercados emergentes como o Brasil. O volume financeiro somou R$ 38,6 bilhões.

▶️ O que também afeteou o humor dos investidores foi a pesquisa Quaest, divulgada ontem, que indica que Lula lidera Flávio Bolsonaro por cinco pontos em um eventual segundo turno (43% a 38%), reforçando a percepção de maior competitividade eleitoral e possíveis impactos sobre a condução das contas públicas.

▶️ Hoje, o destaque da agenda econômica no Brasil é a divulgação do índice de serviços. O mercado projeta uma leve alta de 0,1% em relação ao mês anterior e de 3,5% na comparação anual.

▶️ Nos Estados Unidos, a criação de vagas acelerou e a taxa de desemprego caiu para 4,3%. Hoje, será divulgado o índice de pedidos de auxílio-desemprego, com expectativa de 222 mil solicitações, mantendo o mercado atento ao emprego norte-americano.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,64%;
  • Acumulado do mês: -1,16%;
  • Acumulado do ano: -5,50%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +3,69%;
  • Acumulado do mês: +4,60%;
  • Acumulado do ano: +17,73%.

Pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos.

A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição.

“A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição.

  • Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro);
  • Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro);
  • Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro).

Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco.

Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio.

Agenda econômica

Em dezembro de 2025, o setor de serviços no Brasil teve uma leve queda de 0,4% em relação a novembro, interrompendo uma sequência de nove meses de alta e um período de estabilidade.

Ainda assim, na comparação com dezembro de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 2,8%.

Mesmo com o recuo no fim do ano, o setor segue em nível elevado: está cerca de 19,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,4% abaixo do recorde histórico registrado em novembro de 2025.

A queda mensal foi puxada principalmente pelo setor de transportes, que recuou 3,1%, com perdas no transporte terrestre, aéreo, aquaviário e nos serviços de armazenagem e correios.

Também houve retração em outros serviços e em serviços profissionais e administrativos.

Por outro lado, as áreas de informação e comunicação e os serviços prestados às famílias registraram crescimento.

O economista Maykon Douglas avalia que o crescimento recente foi menos disseminado e mais dependente do segmento de transportes e logística, que tem puxado o setor. Segundo ele, como esse segmento “tropeçou” em dezembro, o volume de serviços acaba sofrendo.

“Minha expectativa é de que o setor continue resiliente. Apesar do aperto monetário, a renda da população deve ganhar fôlego ao longo dos próximos meses, dado o impulso fiscal.”

Bolsas globais

Os mercados em Wall Street começaram o dia influenciados pelo relatório de emprego divulgado ontem, que reduziu as expectativas de cortes nos juros no curto prazo.

Além disso, investidores acompanham a temporada de resultados, que deve trazer balanços importantes na Europa, mantendo o clima de cautela e atenção.

Antes da abertura, os índices futuros mostravam avanço. O Dow Jones subia 0,4%, enquanto o S&P 500 e a Nasdaq tinham alta de 0,3% cada.

Na Europa, o foco do dia está dividido entre os balanços corporativos e a expectativa pelos números do PIB e da produção industrial do Reino Unido referentes ao quarto trimestre.

Durante a manhã, os principais índices operavam em alta. O STOXX 600 avançava 0,27%, enquanto o DAX, na Alemanha, subia 1,08%. O FTSE 100, no Reino Unido, ganhava 0,21%, e o CAC 40, na França, avançava 0,53%.

Já os mercados asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira com desempenhos variados.

No fechamento, Xangai registrou alta de 0,05%, aos 4.134 pontos, e o CSI300 subiu 0,12%, para 4.719 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,86%, aos 27.032 pontos.

Tóquio recuou 0,02%, indo a 57.639 pontos, enquanto Seul registrou forte alta de 3,13%, aos 5.522 pontos. Taiwan não teve pregão aberto, e Cingapura avançou 0,47%, alcançando 5.008 pontos.

Mulher segura notas de dólar, dinheiro — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

Postagens relacionadas

Correios estimam prejuízo de R$ 5,8 bilhões para 2025 e R$ 9,1 bi para 2026 | G1

BTG Pactual anuncia aquisição de até 48% da fintech meutudo | G1

Por que quase metade dos brasileiros dizem que a economia piorou? | G1