Índice
A semana começa com o cenário geopolítico novamente no centro das atenções dos mercados. Uma proposta para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos passou a circular durante a noite.
▶️ Ainda no cenário internacional, o presidente americano, Donald Trump, deve conceder uma coletiva às 14h (horário de Brasília). A fala ocorre após o republicano voltar a ameaçar ataques à infraestrutura energética iraniana caso o Estreito de Ormuz continue fechado.
▶️ Diante das incertezas sobre o conflito e o fluxo de petróleo, os preços da commodity operam em queda. Um pouco antes das 9h, o Brent recuava 0,6%, a US$ 108,39 por barril, enquanto o WTI caía 1,2%, ou US$ 1,33, para US$ 110,21.
▶️ No Brasil, o boletim Focus mostrou nova revisão para cima na projeção de inflação. A mediana para o IPCA de 2026 subiu para 4,36%, na quarta alta seguida nas estimativas de economistas consultados pelo Banco Central.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -1,56%;
- Acumulado do mês: -0,37%;
- Acumulado do ano: -6,00%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +3,58%;
- Acumulado do mês: +0,31%;
- Acumulado do ano: +16,71%.
Guerra no Oriente Médio
Após semanas de ataques no Oriente Médio, um plano de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos teria sido apresentado com mediação do Paquistão, segundo agências internacionais.
- 🔎A proposta prevê duas etapas: um cessar-fogo imediato, que poderia permitir a reabertura do Estreito de Ormuz (fechado há mais de um mês), seguido de um acordo mais amplo em até 15 a 20 dias para encerrar o conflito.
O plano inclui possíveis concessões do Irã sobre seu programa nuclear em troca de alívio de sanções.
Apesar de já ter elaborado uma resposta, Teerã indicou que não reabrirá o estreito apenas por um cessar-fogo temporário. Os EUA ainda não se posicionaram oficialmente.
A proposta surge em meio à escalada de tensões e preocupação global com o impacto no fluxo de petróleo. O plano, chamado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, pode envolver negociações presenciais no Paquistão e contatos diretos entre autoridades dos dois lados.
Nesta segunda-feira, antes da divulgação do possível plano de cessar-fogo, os preços do petróleo voltaram a subir, impulsionados pelas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã no fim de semana. O movimento ocorreu após Trump afirmar que poderia atacar pontes e usinas de energia iranianas caso o país não interrompa os ataques a navios que cruzam o Estreito de Ormuz.
- 🛢️ Por volta das 9h18, o barril do tipo Brent caía 0,28%, cotado a US$ 108,72, após ter superado US$ 110,85 mais cedo. Já o WTI recuava 0,88%, a US$ 110,56.
Efeitos no Brasil
Além do diesel, a disparada do petróleo em meio à guerra também pressiona o preço do querosene de aviação, um dos principais custos do setor aéreo.
Entre as propostas também estão a criação de linhas de crédito de até R$ 400 milhões via Banco do Brasil para companhias aéreas e o adiamento de tarifas de navegação aérea pagas à Força Aérea Brasileira.
O setor aéreo alerta para impactos relevantes, enquanto o governo tenta reduzir os efeitos para consumidores.
Boletim Focus
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,36%, pressionada principalmente pela alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.
- Apesar disso, o mercado manteve a expectativa de queda da taxa Selic, hoje em 14,75% ao ano, com previsão de 12,5% no fim de 2026;
- As projeções para o PIB seguem estáveis, com crescimento de 1,85% neste ano;
- No câmbio também não mudou, com o dólar estimado em R$ 5,40 ao fim de 2026.
Mercados globais
Em Wall Street, os mercados abriram a semana com cautela, mas levemente positivos, diante de notícias sobre um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Antes da abertura dos mercados, as bolsas americanas operavam de forma mista: Dow Jones caía cerca de 0,1%, enquanto o S&P 500 subia 0,1% e o Nasdaq avançava 0,4%.
Já as bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda, com investidores acompanhando as tensões entre EUA e Irã, mas dando mais peso à possibilidade de um acordo de p. z.
No Japão, o principal índice, o Nikkei, subiu 0,55%, enquanto na Coreia do Sul o KOSPI avançou 1,36%.
Mesmo após novas ameaças do presidente Donald Trump, o mercado reagiu com relativa calma, apostando que negociações podem evitar uma escalada maior do conflito.