Índice
- Em meio às crescentes tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,55%, cotado a US$ 93,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 2,86%, cotado a US$ 90,72 o barril.
▶️ Na agenda de indicadores, o foco dos investidores fica com os novos dados de inflação dos EUA. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano, visto como um dos dados preferidos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em suas decisões de juros, registrou uma alta de 4,2% nos 12 meses até maio, no maior ganho desde abril de 2023.
- Os dados aumentam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, quando tanto o Fed quanto o BC brasileiro se reunião para decidir sobre o futuro dos juros básicos de seus respectivos países. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,30%;
- Acumulado do mês: +2,57%;
- Acumulado do ano: -5,77%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -0,21%;
- Acumulado do mês: -2,95%;
- Acumulado do ano: +4,68%.
Novos embates entre EUA e Irã aumentam cautela
A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA “precisarão responder” ao ataque iraniano.
Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos)
O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na “fase final” e poderia levar mais “dois ou três dias”.
O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de “valentão do Oriente Médio” e afirmou que o país agora terá que “pagar o preço” por não ter aceitado um acordo de paz.
Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou:
“As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!”
Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.
Já durante a tarde, Trump afirmou que deve voltar a atacar o Irã e destacou que fez uma operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam em forte queda nesta quarta-feira (10), à medida que os investidores repercutiram os novos dados de inflação dos Estados Unidos e acompanharam os desdobramentos das tensões no Oriente Médio.
No fechamento, o Dow Jones recuou 1,87%, aos 49.920,07 pontos. O S&P 500 caiu 1,61%, aos 7.267,65 pontos, enquanto o Nasdaq teve a maior perda entre os principais índices, com baixa de 1,97%, aos 25.169,50 pontos.
Do outro lado do Atlântico, a maioria das bolsas europeias fechou em queda nesta quarta-feira, à espera da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), prevista para amanhã.
Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,97%. Já o CAC-40, da França, recuou 0,51% e o FTSE/Mib, da Itália, teve perdas de 0,46%.
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando uma onda de vendas generalizada nos mercados asiáticos. O CSI300 recuou 1,1%, enquanto o Hang Seng caiu 0,6%.
No Japão, o Nikkei perdeu 1,89%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 4,52%.
Dólar vive disparada nos últimos dias — Foto: Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo