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Dólar cai e fecha a R$ 5,34 de olho na MP do IOF e em sinais do Fed; Ibovespa sobe

por Redação
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Investidores acompanharam movimentações importantes no cenário político e econômico, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Enquanto decisões internas geram dúvidas sobre o compromisso fiscal do governo, lá fora a atenção se volta para os sinais do banco central americano (Federal Reserve) em meio à paralisação de dados oficiais.

▶️ Nos EUA, investidores repercutiram a ata da última reunião do Fed, momento em que a instituição voltou a cortar os juros. Com a paralisação do governo, outros dados econômicos não foram divulgados, aumentando o peso da ata nas análises.

▶️ Na ata, o Fed viu aumento nos riscos para emprego no mês passado, mas seguiu cauteloso com a inflação. O mercado também aguarda pronunciamento de dirigentes da instituição. Os discursos podem trazer novas pistas sobre os próximos passos da política monetária americana.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

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💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,15%;
  • Acumulado do mês: +0,41%;
  • Acumulado do ano: -13,52%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,43%;
  • Acumulado do mês: -2,80%;
  • Acumulado do ano: +18,18%.

Aprovação de Lula sobe

  • Esta é a primeira vez, desde janeiro, que há empate entre os dois indicadores.
  • No início do ano, 49% desaprovavam Lula, já a aprovação era de 47%.
  • A diferença de um ponto é a menor desde dezembro de 2024, quando a aprovação era maior que a desaprovação (52% a 47%).

Entre fevereiro e setembro, os indicadores mostravam maior desaprovação. O pico de diferença ocorreu em maio deste ano, quando 17 pontos separavam a avaliação negativa (57%) da positiva (40%).

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento aponta que:

  • Mulheres voltaram a aprovar mais Lula do que desaprovar: 52% a 45%, indicadores que estavam empatados em 48% no levantamento anterior;
  • Os católicos voltaram a aprovar mais o governo petista, após empate registrado em setembro: 54% aprovam, e 44%, desaprovam. A margem é de 3 pontos para mais ou menos;
  • Os mais ricos (renda familiar de 5 salários mínimos ou mais) apresentam empate entre os indicadores: 52% desaprovam e 45%, aprovam. O público mais desaprovava o governo até setembro. A margem de erro é de 4 pontos;
  • empate entre o público de 35 a 59 anos, mas com aprovação e reprovação invertendo posições: enquanto 51% desaprovaram e 46% aprovavam em setembro, agora 51% aprovam e 46%, desaprovam;
  • Voltou a ter empate entre o público de 60 anos ou mais, com 50% aprovando e 46%, desaprovando. Havia maior aprovação a Lula (53% a 45%) em setembro.

Outro ponto que a pesquisa demonstra é que para 49% dos entrevistados o presidente Lula saiu mais forte após encontro com o presidente americano Donald Trump, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Para 27%, o petista saiu mais fraco, e para 10%, nem forte, nem fraco.

  • Forte politicamente: 49%;
  • Nem forte, nem fraco politicamente: 10%;
  • Fraco politicamente: 27%;
  • Não sabem/ não responderam: 14%.

MP do IOF

A proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até as 23h59. Caso contrário, perderá validade.

A MP foi aprovada por 13 votos a 12 em comissão mista nesta terça (7), mas ainda enfrenta resistências de parlamentares, especialmente do Centrão e da bancada ruralista.

Editada em junho pelo presidente Lula, a medida foi negociada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

  • 🔎 A medida provisória eleva uma série de impostos e faz parte da estratégia do governo para equilibrar as contas públicas em 2026, ano eleitoral. A aprovação da MP é considerada pela equipe econômica essencial para o governo fechar o Orçamento do próximo ano.

“O governo vai ter que fazer concessões, está claro isso. Está tentando salvar entre R$ 15 bilhões e R$ 17 bilhões”, disse o líder do PT, Lindbergh Farias.

💰 Com as mudanças no texto aprovado na comissão mista, a arrecadação esperada caiu de mais de R$ 20 bilhões para cerca de R$ 17 bilhões em 2026, segundo o relator.

📅 Se o texto perder a validade, o Palácio do Planalto perderá parte da arrecadação prevista e pode ter de refazer o planejamento fiscal do próximo ano.

Para a oposição, o governo tem que buscar outras maneiras de melhorar as contas públicas que não seja aumentar a arrecadação com aumento de alíquotas de tributos.

Ata do Fed

As autoridades do Federal Reserve concordaram, em sua recente reunião de política monetária, que os riscos para o mercado de trabalho dos EUA haviam aumentado o suficiente para justificar um corte na taxa de juros.

No entanto, muitos continuaram cautelosos em relação à inflação alta em meio a um debate sobre o quanto os custos atuais dos empréstimos estavam pesando sobre a economia, mostrou a ata da reunião de 16 e 17 de setembro divulgada nesta quarta-feira.

“A maioria dos participantes observou que era apropriado mudar a taxa básica em direção a uma configuração mais neutra, porque eles julgaram que os riscos de baixa para o emprego haviam aumentado”, disse a ata.

O documento capturou a discussão emergente entre autoridades do Fed mais preocupadas com a proteção do mercado de trabalho e relativamente despreocupadas agora com a inflação — incluindo o novo diretor Stephen Miran — e aqueles que veem sinais de que a inflação permanece persistentemente acima da meta de 2% do banco central dos EUA.

No entanto, ao mesmo tempo, “a maioria dos participantes enfatizou os riscos de alta em suas perspectivas para a inflação, apontando para leituras de inflação que se afastam ainda mais de 2%, incerteza contínua sobre os efeitos das tarifas” e outros fatores, segundo a ata.

EUA em paralisação pelo 8º dia

A paralisação do governo dos Estados Unidos chegou ao oitavo dia nesta quarta-feira (8), com o presidente Donald Trump ameaçando não pagar os salários atrasados dos funcionários públicos afastados durante esse período.

A declaração aumentou a pressão sobre os democratas no Senado para que encontrem uma solução para o impasse, além de levantar dúvidas legais sobre as ações da Casa Branca.

  • O Senado deve votar pela sexta vez, ainda hoje, propostas para retomar o funcionamento do governo, após não realizar votações na terça-feira.
  • Até agora, dois projetos — um apoiado pelos democratas e outro pelos republicanos — não conseguiram os 60 votos necessários para serem aprovados.

Trump também afirmou que pode demitir servidores e cortar programas públicos se a paralisação continuar. Questionado sobre o pagamento retroativo, ele respondeu: “Depende de quem estamos falando”.

E completou: “Na maioria dos casos, vamos cuidar do nosso pessoal. Mas há algumas pessoas que realmente não merecem ser cuidadas, e vamos lidar com elas de outra forma.”

A Casa Branca tem reforçao que milhares de pessoas poderiam ser demitidas se a paralisação persistir.

  • A paralisação já suspendeu pesquisas, divulgação de dados econômicos e o funcionamento de vários serviços.
  • Cerca de 2 milhões de servidores estão sem pagamento, e uma paralisação prolongada pode afetar viagens, distribuição de alimentos e até o funcionamento dos tribunais.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados americanos subiram, com investidores animados por cortes nos juros após a ata do banco central dos EUA.

Como o governo está paralisado, dados importantes como o relatório de empregos não foram divulgados, o que aumenta a expectativa em torno dos documentos e discursos oficiais.

O índice S&P 500 subiu 0,60%, aos 6.754,83 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 1,12%, aos 23.043,38 pontos — superando a marca de 23 mil pontos pela primeira vez. O Dow Jones permaneceu estável.

As ações europeias atingiram máxima recorde nesta quarta-feira, impulsionadas por fortes ganhos nos mercados francês e espanhol, enquanto as siderúrgicas avançaram depois que a União Europeia revelou planos para reduzir as tarifas de importação de aço.

A incerteza política da França continuou no centro das atenções, já que o primeiro-ministro interino Sebastien Lecornu adotou um tom cautelosamente otimista, sugerindo que um acordo orçamentário pode ser alcançado até o final do ano — potencialmente evitando uma eleição antecipada.

Com isso, os principais índices da região fecharam em alta: o STOXX 600 subiu 0,8%, o DAX da Alemanha subiu 0,87%, o FTSE 100 do Reino Unido ganhou 0,69%, o CAC 40 da França sobiu 1,07% e o FTSE MIB da Itália teve valorização de 0,96%.

Na Ásia, os mercados fecharam em queda, com destaque para Hong Kong, onde as ações de tecnologia puxaram os índices para baixo. O movimento ocorre em um dia de poucos negócios, já que os mercados da China continental ainda estão fechados por conta do feriado do Dia Nacional.

O Hang Seng de Hong Kong caiu 0,48%, o Nikkei de Tóquio recuou 0,45%, o Taiex de Taiwan teve baixa de 0,54%, o Straits Times de Cingapura caiu 0,36% e o S&P/ASX 200 de Sydney perdeu 0,10%.

Os índices SSEC e CSI300 da China, além do Kospi da Coreia do Sul, permaneceram fechados.

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