Dólar cai e fecha a R$ 5,14 com tensões no Oriente Médio e alta do petróleo; Ibovespa recua | G1

Dólar cai e fecha a R$ 5,14 com tensões no Oriente Médio e alta do petróleo; Ibovespa recua | G1

▶️ Segundo o site americano Axios, o ataque foi realizado pelo Irã. Os EUA reagiram bombardeando alvos militares no país.

  • Os ataques levantaram dúvidas sobre a efetividade do cessar-fogo entre Washington e Teerã e aumentaram os temores de uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, impulsionando os preços do petróleo. (entenda mais abaixo)
  • Com a escalada das tensões, o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 4,37% por volta das 17h, cotado a US$ 78,53. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, avançava 3,55%, para US$ 73,99 o barril.

▶️ O cenário de incertezas pressionou a maioria das ações do Ibovespa e puxou o índice para baixo. A alta de cerca de 3% da Petrobras ajudou a evitar uma queda maior.

▶️ Na agenda econômica, o destaque foi a ata da última reunião de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento mostrou que a preocupação com a inflação aumentou entre os dirigentes, que reforçaram a necessidade de elevar os juros caso os preços não desacelerem nos próximos meses.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,38%;
  • Acumulado do mês: -0,28%;
  • Acumulado do ano: -6,20%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,96%;
  • Acumulado do mês: -0,80%;
  • Acumulado do ano: +5,91%.

Tensões no Oriente Médio afetam os preços do petróleo

O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6).

“Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado.

Após os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz firmado com o Irã “acabou” e que não quer mais diálogo com Teerã. As falas aconteceram durante entrevista a jornalistas em Ancara, capital da Turquia, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou”, afirmou Trump quando perguntado se o acordo teria “morrido”.

Na terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia criticado Trump, afirmando que não haveria mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra.

Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra.

Mercados globais

Em meio às tensões no Oriente Médio, os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta quarta-feira.

O Dow Jones teve queda de 1,09%, enquanto o S&P 500 caiu 0,28%. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 0,20%.

Na Europa, a sessão também foi negativa para os mercados financeiros, que registraram o pior dia desde março. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,80%, para 634,91 pontos.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve perdas 2,23%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 2,18% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,66%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas, ainda impactadas pelos papéis do setor de tecnologia e à espera da ata da última reunião do Fed.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,77%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,49%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,11%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,35% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

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