Diretor jurídico do BRB renuncia ao cargo em meio ao caso Master | G1

“O BRB reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a transparência, e manterá seus acionistas e o mercado informados, de forma tempestiva, sobre quaisquer atos ou fatos relevantes”, informou o banco.

O BRB não detalhou a saída de Melo e ainda não anunciou seu substituto. A renúncia ocorre em meio à crise de credibilidade que atingiu o banco público após seu envolvimento no caso do Banco Master. (leia mais abaixo)

Veloso de Melo foi nomeado diretor jurídico do BRB em agosto de 2024 para assumir o restante do mandato 2022‑2024, após a saída do então titular. Ele assumiu oficialmente o cargo em dezembro daquele ano. Antes disso, já integrava a governança do banco como membro do Comitê de Auditoria.

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Pós-graduado em Direito Tributário pela Associação de Ensino Unificado do DF e pelo IBET, Melo também integrou o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda e comissões de Direito Tributário e de apoio a advogados iniciantes da OAB.

Paralelamente à renúncia, o BRB anunciou nesta segunda-feira a posse de Ana Paula Teixeira como diretora executiva de Controles e Riscos (DICOR).

Teixeira atuou no Banco do Brasil como vice-presidente de gestão de riscos, controles internos, segurança institucional e cibersegurança, além de ter ocupado cargos de liderança em grandes instituições financeiras, informou o banco.

“A posse reforça o fortalecimento da governança corporativa, da integridade institucional e do comprometimento com a gestão de riscos e controles internos do BRB”, disse o BRB em fato relevante.

BRB e caso Master

Desde o fim de 2024, o BRB havia investido bilhões na aquisição de carteiras de crédito do Master. Meses depois, investigações apontaram que essas carteiras tinham sido adquiridas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor.

Além disso, as apurações apontam que o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB.

Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões — Foto: Arte/TV Globo

O documento, que inclui medidas para reforçar o patrimônio do banco se necessário, afirma que os valores exatos só serão confirmados após a conclusão das investigações sobre o caso Master.

Segundo estimativas do Banco Central, porém, o aporte mínimo deve ser de R$ 5 bilhões, considerando a situação atual da instituição.

O plano foi entregue presencialmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília, sem entrevistas aos jornalistas.

O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro. O governo local é acionista controlador do BRB, com cerca de 72% do capital da instituição.

Infográfico – Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC — Foto: Arte/g1

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