Apesar da medida do CMN, integrantes do governo e da estatal ainda não descartam a possibilidade de os R$ 8 bilhões não serem captados por meio de empréstimo, e sim por aporte, uma transferência direta do Tesouro Nacional para a empresa.
🔨 O martelo só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre.
Em nota, o CMN disse que a ampliação do limite de empréstimo com garantias da União é “para assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), aprovado em 10 de dezembro de 2025”.
📫 A estatal passa por uma crise sem precedentes. No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo dos Correios chegou a R$ 6 bilhões. O resultado de todo o ano de 2025 ainda não tem previsão de ser divulgado.
📈 Para 2026, o governo espera um aumento do déficit de R$ 9,1 bilhões.
Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O contrato envolve os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
🔎 Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.
No início de dezembro, o Tesouro rejeitou uma proposta de R$ 20 bilhões que os Correios negociavam com um consórcio de bancos. O comitê aceitava uma taxa de juros de até 18% ao ano, mas a oferta apresentada previa juros de 20% ao ano.
Após a aprovação do valor de R$ 12 bilhões, o Tesouro Nacional destacou que a operação respeitou o limite de juros previsto para empréstimos com garantia da União e atendeu aos critérios exigidos para a avaliação da capacidade de pagamento de estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes.