Caso Ramagem: Lula diz esperar que EUA voltem a ‘conversar’ para que a relação volte à ‘normalidade’

Caso Ramagem: Lula diz esperar que EUA voltem a ‘conversar’ para que a relação volte à ‘normalidade’


Lula diz esperar que EUA voltem a ‘conversar’ para que a relação volte à ‘normalidade’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (22) esperar que os EUA estejam dispostos a voltar a conversar e que a relação entre os dois países volte à normalidade.
Em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, Lula elogiou a decisão de retirar as credenciais de trabalho de um funcionário do governo dos Estados Unidos.
“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse o petista.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) na qual afirmou que o governo de Donald Trump não seguiu a “boa prática diplomática” no caso.
Diante disso, o Itamaraty diz ter informado à embaixada americana que aplicará o princípio da reciprocidade contra um funcionário americano.
A medida foi uma resposta à ação do governo Trump contra o delegado da PF que atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que foi condenado por golpe de Estado e fugiu para os EUA.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lampur, Malásia.
Ricardo Stuckert/Presidência da República
De acordo com o comunicado do MRE, o governo Trump descumpriu um trecho do acordo de cooperação entre os dois países. Isso porque adotou a medida contra o delegado brasileiro sem ter pedido esclarecimento sobre a atuação dele nem tentar um diálogo com o governo brasileiro.
“A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o princípio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso”, diz o comunicado.
🔎 O comunicado brasileiro cita um memorando de entendimento entre os dois países. O trecho citado diz que “o caso de qualquer participante buscar de boa-fé interromper a atribuição de um Oficial de Ligação Designado específico sob este Memorando, espera-se que os Participantes se consultem mutuamente e, se apropriado, providenciem a substituição desse oficial por outro oficial alternativo”.
Ainda no comunicado, o Ministério das Relações Exteriores ressalta que toda a comunicação envolvendo o episódio — seja o aviso ao delegado brasileiro, seja a reunião com a embaixada americana — se deu de maneira verbal.
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro vinham reclamando desde segunda-feira que não houve uma notificação formal por parte do governo americano acerca do pedido para que o delegado Marcelo Ivo deixasse o país.

Postagens relacionadas

Caso Ramagem: Itamaraty devolve na mesma moeda e espera que agente americano deixe Brasil

STF determina análise anual de valor mínimo da renda de uma pessoa que não pode ser comprometida com dívidas

STF retoma julgamento de ações que tratam do ‘mínimo existencial’ em casos de endividamento