Caso Master: Galípolo diz que não há auditoria ou sindicância que aponte culpa de Campos Neto

Caso Master: Galípolo diz que não há auditoria ou sindicância que aponte culpa de Campos Neto

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (8) que não há auditoria ou sindicância da autoridade monetária que aponte alguma culpa de Roberto Campos Neto, ex-presidente do órgão, no tratamento do caso do Banco Master.
Galípolo deu a declaração durante participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, onde foi questionado sobre a atuação de Campos Neto no BC em relação ao banco de Daniel Vorcaro.
“Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos Neto”, afirmou Galípolo durante depoimento na CPI.
Em discursos e entrevistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que o escândalo do Master tem origem na gestão de Jair Bolsonaro (PL), que indicou Roberto Campos Neto ao Banco Central.
O presidente chegou a dizer que o Master é o “ovo da serpente” de Bolsonaro e do ex-presidente do BC.
Campos Neto presidiu o BC de 2019 a 2024. Os dois últimos anos do economista à frente da autoridade monetária, que é autônoma em relação ao governo, ocorreram na gestão Lula, cujo terceiro mandato iniciou em 2023.
Além de afirmar que não há procedimentos que apontem culpa de Campos Neto, Gabriel Galípolo evitou criticar a conduta do antecessor no Banco Central.
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) perguntou a Galípolo se o Master não deveria ter sido liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central já na gestão Campos Neto.
O atual presidente do BC, que determinou a liquidação do Master no fim do ano passado, afirmou que ele próprio é alvo de questionamentos sobre uma possível precipitação de sua decisão.
“Eu cheguei em janeiro de 2025. E, ainda assim, a gente teve que cumprir todos os ritos justamente para que a gente estivesse bem calçado. Ainda em meados de 2025 existia, na opinião pública e em debate, que a rejeição da compra do BRB não deveria ter ocorrido. E, ainda hoje, estou respondendo em órgãos de controle se a liquidação não foi feita de maneira precipitada”, afirmou Galípolo.

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