Caiado diz que Lula ‘é o melhor presidente que o Paraguai já teve’

Caiado diz que Lula ‘é o melhor presidente que o Paraguai já teve’


Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
Em tom irônico, o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, em entrevista ao programa “Questão de Cidadania”, da Rede Gospel FM, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria “o melhor presidente que o Paraguai já teve”. A frase surgiu ao comentar que a política econômica do governo federal estaria beneficiando o país vizinho em detrimento do Brasil.
A fala veio no contexto de um relato sobre uma visita recente à Rua 25 de Março, em São Paulo, onde, segundo o ex-governador de Goiás, comerciantes locais vêm transferindo empresas para o Paraguai para escapar da carga tributária brasileira.
A declaração resumiu o tom geral da conversa, em que o ex-governador de Goiás passou por segurança pública, sistema prisional, saúde e educação, contrapondo seus dois mandatos à frente do estado às políticas do governo federal.
Agora no g1
O pré-candidato também utilizou o espaço da entrevista para acusar o Partido dos Trabalhadores (PT) de ser conivente com o narcotráfico, citando como exemplo o caso de um ex-vereador paulistano denunciado por suposta ligação com o crime organizado em 2014.
O pré-candidato afirmou que entre 50 e 60 milhões de brasileiros vivem hoje sob domínio de facções, que segundo ele já teriam avançado sobre setores da economia formal, como bancos, fintechs, transporte urbano, coleta de lixo e supermercados. Criticou o presidente Lula por discursos em que, segundo Caiado, o petista teria amenizado a responsabilidade brasileira pelo combate ao narcotráfico e questionado a entrada de armamento vindo dos Estados Unidos.
Sobre o sistema prisional, Caiado defendeu o modelo adotado em Goiás — com bloqueio de celulares, fim de visitas íntimas, monitoramento ambiental e uso de scanners corporais — como responsável por reduzir a capacidade de líderes presos de comandar o crime a partir de dentro das penitenciárias.

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