Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista | G1

Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista | G1

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,23%.

A liderança do ranking, antes ocupada pela Turquia, passou para a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,88%. Os turcos aparecem na quarta posição, com juros reais de 6,45%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou ressaltou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, devido às preocupações com os gastos do governo.

Por outro lado, destacou que o índice de preços do país vem mostrando alívio em diversos itens, impulsionado pela queda global do dólar e pela desaceleração da atividade econômica, reflexo dos juros elevados.

A Argentina, que ocupava a quarta posição do ranking na última medição da MoneYou, subiu para o terceiro lugar em janeiro, com taxa real de 7,63%.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

Selic inalterada

Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de manter a taxa básica de juros inalterada na faixa de 15% ao ano.

Com isso, a Selic segue no maior patamar em quase 20 anos — em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa estava em 15,25%.

O anúncio desta quarta-feira marca a quinta decisão seguida pela manutenção da Selic.

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição.

  1. Turquia: 37,00%
  2. Argentina: 29,00%
  3. Rússia: 16,00%
  4. Brasil: 15,00%
  5. Colômbia: 9,25%
  6. México: 7,00%
  7. África do Sul: 6,75%
  8. Hungria: 6,50%
  9. Índia: 5,25%
  10. Indonésia: 4,75%
  11. Filipinas: 4,50%
  12. Chile: 4,50%
  13. Israel: 4,00%
  14. Hong Kong: 4,00%
  15. Polônia: 4,00%
  16. Reino Unido: 3,75%
  17. Estados Unidos: 3,75%
  18. Austrália: 3,60%
  19. República TCheca: 3,50%
  20. China: 3,00%
  21. Malásia: 2,75%
  22. Coréia do Sul: 2,50%
  23. Nova Zelândia: 2,25%
  24. Canadá: 2,25%
  25. Alemanha: 2,15%
  26. Áustria: 2,15%
  27. Espanha: 2,15%
  28. Grécia: 2,15%
  29. Holanda: 2,15%
  30. Portugal: 2,15%
  31. Bélgica: 2,15%
  32. França: 2,15%
  33. Itália: 2,15%
  34. Taiwan: 2,00%
  35. Suécia: 1,75%
  36. Dinamarca: 1,60%
  37. Cingapura: 1,45%
  38. Tailândia: 1,25%
  39. Japão: 0,75%
  40. Suíça: 0,00%

Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB

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