Bank of America firma acordo em ação coletiva movida por vítimas de Epstein | G1

Bank of America firma acordo em ação coletiva movida por vítimas de Epstein | G1

A ação coletiva foi apresentada em outubro do ano passado por uma mulher identificada pelo pseudônimo Jane Doe. Ela acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações financeiras suspeitas ligadas a Epstein, mesmo diante de uma “abundância” de informações sobre seus crimes. Segundo a denúncia, o banco teria feito isso priorizando o lucro em vez da proteção das vítimas.

O Bank of America afirmou que Doe apenas alegou que o banco prestou serviços de rotina a pessoas que, na época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e que qualquer sugestão de envolvimento mais profundo era “frágil e sem fundamento”.

Em janeiro, o juiz distrital Jed Rakoff, de Manhattan, determinou que o Bank of America deve responder às acusações de Doe de que se beneficiou conscientemente do esquema de tráfico sexual de Epstein e dificultou a aplicação da Lei Federal de Proteção às Vítimas do Tráfico de Pessoas. Rakoff ainda precisa aprovar o acordo.

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Entre as transações citadas por Doe estavam pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management.

Black deixou o comando da Apollo em 2021, depois que uma auditoria externa concluiu que ele havia pago US$ 158 milhões (R$ 830,2 milhões) a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial.

O executivo negou qualquer irregularidade e afirmou não ter conhecimento das atividades criminosas de Epstein.

A expectativa era a de que Black prestasse depoimento sob juramento em 26 de março, a pedido dos advogados de Doe e do Bank of America. O depoimento não deve mais ocorrer por causa do acordo. O julgamento, previsto para 11 de maio, também será cancelado caso Rakoff aprove a resolução.

Os advogados de Doe também moveram ações contra outros supostos cúmplices do esquema de Epstein e, em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões (R$ 1,5 bilhão) com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões (R$ 394 milhões) com o Deutsche Bank em nome das vítimas.

Epstein morreu em uma cela de prisão em Manhattan em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua morte foi considerada suicídio pelo médico‑legista de Nova York.

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