Segundo comunicado ao mercado, os títulos serão emitidos por uma subsidiária da Azul sediada nos Estados Unidos (Azul Secured Finance LLP), mas contam com garantia da companhia e de outras empresas do grupo.
O dinheiro captado será usado principalmente para quitar um financiamento feito durante a recuperação judicial — um tipo de empréstimo emergencial — e, caso haja recursos adicionais, para apoiar a reorganização financeira de longo prazo.
Para garantir o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia receitas de áreas estratégicas do negócio, como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens e a Azul Cargo, além de marcas, propriedades intelectuais e participações em subsidiárias.
A empresa informou que a conclusão da oferta depende das condições de mercado e que não há garantia de que a operação será finalizada.
Ainda segundo a companhia, os títulos não serão vendidos ao público no Brasil, nem registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em nota, a Azul afirmou que segue cumprindo as etapas previstas no plano de recuperação, mantendo as operações regulares e o compromisso com a transparência junto a investidores, funcionários e passageiros.
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Classificação de risco
Junto com o anúncio da operação, agências internacionais de classificação de risco atualizaram suas avaliações sobre a Azul.
A Moody’s atribuiu nota B2 à companhia e aos novos títulos, enquanto a Fitch Ratings deu rating esperado B-, ambos são considerados de alto risco especulativo, porém com perspectiva estável.
De acordo com a companhia, as notas refletem o andamento do plano de reestruturação aprovado no Capítulo 11 de Falências, nos Estados Unidos, e indicam que, apesar de ainda haver riscos financeiros, a situação da empresa é considerada estável no momento.