Iniciativa em Santa Luzia (MG) oferece 70 vagas e metodologia adaptada em parceria com o Instituto Olavo Keesen
O América Futebol Clube anunciou a criação da primeira escola gratuita de futebol profissional do mundo dedicada exclusivamente às crianças atípicas, com foco no Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto, sediado em Santa Luzia (MG), é realizado em parceria com o Instituto Olavo Keesen e será apresentado oficialmente no dia 22 de março, às 9 horas. A iniciativa visa preencher uma lacuna na estrutura esportiva brasileira para o acolhimento de famílias atípicas.
Origem e Coordenação
A cooperação cooperativa do projeto está a cargo de Isabela Andrade, mãe de uma criança autista. Segundo o coordenadora, a ideia surgiu da dificuldade prática em encontrar atividades preparadas para receber esse público, apesar dos direitos garantidos por lei. O movimento começou de forma voluntária com um grupo de mães e um treinador, ganhando robustez institucional e técnica após o apoio da América e do Instituto Olavo Keesen.
Estrutura e Atendimento
A escola tem capacidade inicial para atender 70 crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 17 anos, residentes em Santa Luzia e com diagnóstico de TEA. O projeto oferece:
- Atendimento 100% gratuito;
- Treinos com metodologia adaptada às necessidades dos alunos;
- Integração ativa com as famílias;
- Vínculo direto com a estrutura de futebol profissional do América.
Impacto Social
Para Olavo Keesen, conselheiro do clube e viabilizador da parceria, o objetivo central transcende o desempenho técnico. Destaca-se que o foco está em promover o sentimento de pertencimento e abrir precedentemente para que outros clubes adotem modelos inclusivos. Com esta ação, o América posiciona o Brasil como referência internacional em inclusão no esporte.
Inscrições
– As famílias interessadas em informações sobre matrículas podem entrar em contato pelo telefone (31) 99138-9171.
“Mais do que uma escolinha, a iniciativa inaugura um novo capítulo do futebol brasileiro, onde inclusão deixa de ser discurso e passa a ser prática.”
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Fonte: Comunicação Instituto Olavo Keesen